sábado, 17 de março de 2007



Já nao punha aqui os pés, neste caso, as mãos (lol) à quase um mês. Mas hoje é um dia especial. Quando acordei e peguei no telemóvel a primeira coisa que pensei foi que tinha adormecido e nao te tinha ligado...desculpa bé....mas quando olhei para a data do dia de hoje, lembrei-me também de outra coisa: hoje faz exactamente um ano que entraste na minha vida...





Palavras escritas nesse dia:





«mas falandu em coisas mais alegres...hj a pulita kis tar cm o senhor pedritu, o seu boyfriend...e então lá fomus, ou mior ele é k veio, ter cnnsco. pensei sinceramente k ia fazer d vela a tarde toda. mas felizmente akela mente brilhante du sr.pedruh lembrou s d levar um amigu...amigu exe k paxu a apresentar...é o miguel...
ora o miguel é um tipo mt a frente, bué fixi mm. conheci-o hj mas curtiu bués (s tiveres a ler istu, fika a saber k n é pa todos, ó JOVEM...)lol
já agra aproveitu pa me redimir, aki perante todos, da figura k fiz....dsc...knd me paxu xou axim....mas n é por mal..nu fundu sou boa pexoa, lol. e aproveitando o lance, bgdao mais uma vez por teres ido buscar o meu binku, fste um kiduxo jovem por caminhares akilo todo só por causa d um binku! e ias sendu atropeladu...»






Bé, ainda bem que algum dia esse grande senhor que é o Pedro te pos no meu caminho...esperemos que hoje esteja também «um belo dia»





Amo-te tanto meu popinho...


Obrigada por todos os bons momentos que passamos neste ano, por todos os esforços e todas as compensações...obrigado por todos os sorrisos, todos os abraços e beijinhos dados naquelas horas de felicidade extrema, e nas outras também. Obrigada por todo o carinho e dedicação e por todas as «caras feias» quando eu faço uma asneira. Obrigada por me apoiares nos momentos dificeis, por estares lá sempre que eu preciso nao de um ombro amigo, mas do TEU ombro amigo. Obrigada por todas as vezes que mesmo sem me dares a mão me levaste pelo caminho mais certo. Obrigada por estares presente na minha vida e seres a pessoa mais importante que se encontra nela...Obrigada por todas as palavras bonitas, pelas vezes que me viste chorar e me agarraste a mão...obrigada por todas as conversas sinceras, pela paciência nas birrinhas, obrigada por me teres tornado em metade da mulher que sou hoje. Obrigado por todos os olhares severos que me mostram os erros que cometo. Obrigada por entrares nos meus sonhos e por torna-los realidade. Obrigado por todas as maluqueiras e taradices feitas seja lá onde for. Obrigada pelas tardes e tardes passadas na relva de um jardim. Obrigada por seres essa pessoa única que apesar de tudo me entende e me apoia como mais ninguém faz. Acima de tudo, obrigada por sempre me teres ensinado a enfrentar os meus medos e por acreditares nas minhas capacidades quando eu mesma nao o faço. Obrigado por me obrigares a fazer coisas que contribuem para eu me formar como pessoa. Obrigada por pensares primeiro em mim e depois em ti e por fazeres sempre os possiveis por atender às minhas vontades. Obrigada por todas as vezes que faltas as aulas para estares comigo, obrigada por te levantares cedo para te enfiares na minha cama. Obrigada por todos aqueles diálogos no cinema da batalha e por todos os olhares popinhos que já trocamos...Obrigado por seres quem és e me tornares naquilo que eu sou. Obrigado por me fazeres muito e muito feliz.


Desculpa quando ao tentar fazer tudo bem, faço tudo mal...

domingo, 25 de fevereiro de 2007

sábado, 17 de fevereiro de 2007


Pensei que fosse mais uma daquelas manhãs em que o sono te tinha vencido e apoderado de ti, e que fosses acordar bem tarde, naturalmente com mais uma das minhas chamadas e detestei constatar aquela realidade que eu temia ter que enfrentar. Não pensei mesmo que fosse um problema, que houvesse algo para decidir, pensei que a decisão fosse obvia…
Já passei aquela fase de te culpar por algo com que nada tens a ver, mas continua a doer ver que, mesmo que as circunstâncias tenham mudado, as situações continuam a repetir-se…
Disseste «liga-me daqui a uma hora…». Já passaram cerca de seis horas e telefone continua a dar sinal de desligado, de sem rede, de…sei lá…a única coisa que sei é que por muita vontade que tenha e por mais que me esforce as coisas nunca correm como eu planeei, como eu imaginei. Só não sei porque ontem, naquele último telefonema perto da meia noite, não me tiraste logo toda e qualquer esperança que pudesse restar daquele que seria um dia memorável hoje. Sabes que sim…
Passei alguns tempos dentro daquela banheira hoje de tarde, a tentar que a frustração se evaporasse junto com o ar quente que saia do aquecedor, mas assim que me voltei a enfiar na cama, ela voltou com todas as suas forças e arrancou-me as minhas. Depois acabei por pegar no telemóvel e ler algumas mensagens mais antigas e que eu guardo com muito carinho. Dizia assim: «Já sinto tanto a tua falta só por saber que amanha não vou ter contigo…espero que isto tudo passe rápido. Já estou farto desta distância que toda a gente insiste em por entre nós. Contigo eu sou feliz!». Não encontrei nada que retratasse melhor tudo o que eu te queria dizer naquele momento. E ainda agora. Essas tuas palavras foram perfeitas sabes? Eu contigo sou mesmo feliz. Completamente feliz.
Ontem tentei que me prometesses que hoje não íamos discutir e não o fizeste. No entanto, hoje ainda não discutimos. Mas eu trocava a tua «falta de comparência», como tu gostas de lhe chamar, por uma daquelas nossas discussões derivadas de um nome inocente escrito numa folha de papel. Ou por outra coisa qualquer. Não fazes ideia do quão importante é ter-te e sentir-te aqui. Mesmo quando vais a dormir em cima dos meus «papinhos» na camioneta…
Estes dias vão ser difíceis de passar, sabes que sim. Espero que a quarta-feira chegue bem mais rápido do que seria de esperar e que esta angústia não se apodere de mim, como fez hoje de tarde.
A minha mãe é que leva comigo sabes? Mas é cada vez mais difícil controlar este desespero que se apodera de mim. Hoje acho que chorei durante uma hora depois de ter pousado o telemóvel. Sem nenhuma razão aparente. É tanta coisa que me assalta o espírito que começo a chorar por não te ir ver durante uns dias e acabo agarrada a uma almofada a pensar que hoje ia lá ao cemitério, sentar-me um pouco junto dela e não fui…
Nos últimos tempos tenho tentado controlar toda a angústia que há dentro de mim naqueles momentos em que penso naquela menina que tantas vezes me fez sorrir…e na mais pequena coisa, no mais pequeno deslize eu solto todo o meu desespero, invariavelmente em ti…sabes que não é por mal, que não o faço propositadamente e que são muitas as vezes em que o mereces mas de qualquer maneira obrigada por todos os abraços como o daquela quinta-feira…Adorei aquela tarde passada no sofá da firma a ler as frustrações de pessoas que resolvem os seus problemas através dos conselhos que encontram na capa de uma revista. E talvez até os resolvam melhor que eu…quem sabe…? Mas encontramos situações caricatas.
Obrigada por aqueles momentos bé…sabes que esses abraços têm mesmo um efeito curativo!



Amo-te mesmo sabes? és a minha coisinha boa...

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Txi, ao tempo que nao entrava aqui. Passo por cá pelo menos todos os dias mas a vontade de escrever e a inspiração para tal, tem-me escapado por entre os dedos...

Tenho pensado em temas para pensar, em acontecimentos para relatar mas a vida nao muda, por isso nem tudo são novidades.


Ontem foi uma daquelas tardes/noites de que eu tinha saudades. Foi muito, muito bom poder sair de novo sem aquele stresse que começava a ser habitual.

Eu sei que às vezes (ok, quase sempre) adopto aquele faceta protectiva e que penso demais nos problemas e nas circunstâncias da vida, da TUA vida, mas sabes que eu sou como os papás: só quero o melhor para ti... =)
Por mais que o negues, sao muitas as vezes em que me sinto, moralmente, responsável pelas coisas que acontecem...nao simplesmente porque sim, mas porque de uma forma ou de outra, eu sou mesmo responsável por alguns dos stresses com que tens que lidar. E por mais desnecessário que seja, sabes que vivo a pensar nisso e que mesmo que nao queiras e nem sequer admitas, os teus problemas sao também os MEUS problemas e eu acabo por vive-los mais intensamente do que tu que és um inconsciente...(lol).
Ontem adorei aquele filme, ainda que algumas daquelas imagens me tenham impressionado um cadinho e que me tenhas apanhado «com um cisco no olho» (lol).
Sabes que aqueles momentos sao mesmo únicos e até aquelas discussõezinhas dão sempre aquele toque especial à nossa relação...

E agora queria falar contigo mas quando te ligo so ouço «o cliente da vodafone para o qual ligou, nao pode neste momento ser contactado...por favor, tente novamente mais tarde...». Vou assumir que ficaste sem bateria... :S e vou tentar mais tarde ne?? xD



- Oh moooooooreeee??

- Diz bé...

- Gosto muito de ti... :D

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Quando os meus olhos te tocaram
Eu senti que encontrara
A outra metade de mim
Tive medo de acordar
Como se vivesse um sonho
Que não pensei realizar
E a força do desejo
Faz-me chegar perto de ti

Quando eu te falei em amor
Tu sorriste para mim
E o mundo ficou bem melhor
Quando eu te falei em amor
Nós sentimos os dois
Que o amanhã vem depois
E não no fim

Estas linhas que hoje escrevo
São do livro da memória
Do que eu sinto por ti
E tudo o que tu me dás
É parte da história
Que eu ainda não vivi

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007


Já muitos dias se passaram desde a última vez que senti vontade de escrever neste blog, ou em qualquer outro sitio, mas de repente sinto que me desleixei naquilo em que eu costumava por um pouco de mim: este espaço. criei-o com o objecto de desabafar, de dizer a toda a gente e mais aqueles que quiserem ouvir as minhas alegrias e as minhas frustrações e tenho-o deixado de lado, com o propósito de ganhar inspiração para um texto magnifico e brilhante que viesse num daqueles momentos de inspiração latente mas como esse momento parece nunca mais chegar, deu-me uma súbita vontade de cá vir e ver o que se passa por estas bandas. Não que alguma coisa tenha mudado...

Estes têm sido dias iguais a tantos outros...tenho feito um esforço por crescer mas nem sempre é fácil ultrapassar estas barreiras que criamos durante anos e anos a fio e que agora queremos destruir em minutos de raiva que nos assaltam. E por mais que tente, elas não desaparecem assim.
Eu gostava mesmo de ser diferente, nesse aspecto, e de conseguir pensar, ou não pensar, em tudo com tanto pormenor, destrair-me de algumas coisas de vez em quando e ser só eu e não uma das partes que constitui o «nós» mas para além de ser dificil, não é algo que eu queira mesmo fazer. Gostava de por vezes me conseguir controlar, de nao ser impulsiva e esperar que entendas todos os meus desesperos mas...Em alguns aspectos tento ser melhor e nem que seja um progresso lento, acho que mudei algumas coisas.

Ninguém é perfeito...Mas eu tento.. (lol)

Amo-te

[E é por ti sabes? É só por ti...mais ninguém...e só para ti] [tu sabes...]

Já muitos dias se passaram desde a última vez que senti vontade de escrever neste blog, ou em qualquer outro sitio, mas de repente sinto que me desleixei naquilo em que eu costumava por um pouco de mim: este espaço. criei-o com o objecto de desabafar, de dizer a toda a gente e mais aqueles que quiserem ouvir as minhas alegrias e as minhas frustrações e tenho-o deixado de lado, com o propósito de ganhar inspiração para um texto magnifico e brilhante que viesse num daqueles momentos de inspiração latente mas como esse momento parece nunca mais chegar, deu-me uma súbita vontade de cá vir e ver o que se passa por estas bandas. Não que alguma coisa tenha mudado...

Estes têm sido dias iguais a tantos outros...tenho feito um esforço por crescer mas nem sempre é fácil ultrapassar estas barreiras que criamos durante anos e anos a fio e que agora queremos destruir em minutos de raiva que nos assaltam. E por mais que tente, elas não desaparecem assim.
Eu gostava mesmo de ser diferente, nesse aspecto, e de conseguir pensar, ou não pensar, em tudo com tanto pormenor, destrair-me de algumas coisas de vez em quando e ser só eu e não uma das partes que constitui o «nós» mas para além de ser dificil, não é algo que eu queira mesmo fazer. Gostava de por vezes me conseguir controlar, de nao ser impulsiva e esperar que entendas todos os meus desesperos mas...Em alguns aspectos tento ser melhor e nem que seja um progresso lento, acho que mudei algumas coisas.

Ninguém é perfeito...Mas eu tento.. (lol)
Amo-te

Já muitos dias se passaram desde a última vez que senti vontade de escrever neste blog, ou em qualquer outro sitio, mas de repente sinto que me desleixei naquilo em que eu costumava por um pouco de mim: este espaço. criei-o com o objecto de desabafar, de dizer a toda a gente e mais aqueles que quiserem ouvir as minhas alegrias e as minhas frustrações e tenho-o deixado de lado, com o propósito de ganhar inspiração para um texto magnifico e brilhante que viesse num daqueles momentos de inspiração latente mas como esse momento parece nunca mais chegar, deu-me uma súbita vontade de cá vir e ver o que se passa por estas bandas. Não que alguma coisa tenha mudado...

Estes têm sido dias iguais a tantos outros...tenho feito um esforço por crescer mas nem sempre é fácil ultrapassar estas barreiras que criamos durante anos e anos a fio e que agora queremos destruir em minutos de raiva que nos assaltam. E por mais que tente, elas não desaparecem assim.
Eu gostava mesmo de ser diferente, nesse aspecto, e de conseguir pensar, ou não pensar, em tudo com tanto pormenor como tudo, destrair-me de algumas coisas de vez em quando e ser só eu e não uma das partes que constitui o «nós» mas para além de ser dificil, não é algo que eu queira mesmo fazer. Gostava de por vezes me conseguir controlar, de nao ser impulsiva e esperar que entendas todos os meus desesperos mas...Em alguns aspectos tento ser melhor e nem que seja um progresso lento, acho que mudei algumas coisas.

Ninguém é perfeito...Mas eu tento.. (lol)
Amo-te

domingo, 21 de janeiro de 2007



So hold me when I'm here right me when I'm wrong.

Hold me when I'm scared and love me when I'm gone.

Everything I am and everything in me

Wants to be the one you wanted me to be.

I'll never let you down even if I could.

I'd give up everything if only for your good.

So hold me when I'm here right me when I'm wrong.

You can hold me when I'm scared but you won't always be there,

So love me when I'm gone

domingo, 14 de janeiro de 2007


São tempos passados. Mas lembro-os com tanta saudade. Lembro-me daqueles intervalos cheios de gente. O tempo nunca era muito mas a vontade de contar as historias do dia a dia e de sabermos se estávamos realmente bem, superava tudo. Foi por isso que hoje te deixei aquele comentário no hi5.
Por vezes sinto que nunca foste somente aquela pessoa que eu conheci, já nem sei bem onde. E hoje naqueles raros instantes em que te vejo, sinto saudades do menino espirituoso das tardes de quinta feira. Não sei. Sinto-me assim. Meia distante daquelas pessoas que um dia foram realmente relevantes. Um dia eu tive um lugar para ti na minha vida. Assim como para ele. Ontem vi-o com aquele lenço ou cachecol piroso no pescoço, mas só por ser nele até ficava engraçado. E naquelas palmadinhas nas costas sinto todas as saudades de tardes de diversão passadas tantas e tantas vezes juntos. Sinto saudades das sms, das saídas, da praia, das piadas, sei lá eu…sinto saudades da minha vida pacata e com montes de amigos. Por vezes pergunto-me para onde foram todos…?
De forma alguma me queixo daqueles que tenho hoje. Apesar de poucos são fieis e verdadeiros e mesmo naqueles momentos de raiva passageira gosto deles.
Mas não consigo preencher aquele vazio que restou de todos aqueles que de uma maneira ou de outra deixaram de ser parte do meu ser…

*que texto mais esquisito…*


«Sim, eu gosto de ti pegajoso…gosto de ti de qualquer maneira…» =)



143(13) BaBe.
With you LG

sábado, 13 de janeiro de 2007





*falta de inspiração dá pra isto...*


_saudades_

sábado, 6 de janeiro de 2007

Por vezes tenho alguma dificuldade em entender aquelas atitudes tresloucadas que emanam de cada um de nós. Ontem foi daquelas noites em que o desespero quase tomou conta de mim. Mas com algum esforço tentei controlar os nervos que pulsavam e o bater daquele coração apressado.
Fogo essa capacidade que tens para magoar é enorme…
Hoje foi mais uma daquelas manhãs que passei sozinha, no vazio daquele quarto…e o que mais me incomoda é que isso não é algo que eu possa mudar com um simples estalar de dedos. Mas eu gostei da tua forma de pensar.
Não te gabo a atitude, nem a forma como ages e os métodos que queres adoptar mas admiro o teu pensamento.
Eu? Eu gostei daquela horita ao telefone hoje de manha, gostei que conseguíssemos falar daquelas coisas que realmente importam e gostei de perceber que percebes além daquilo que as atitudes alcançam.
E sim sem «mas» ou «talvez» ou «se’s», tens razão. Tens razão naquilo que dizes, tens razão na forma como pensas, tens razão naquilo que sentes. Tens…e ponto final.
Foi como te disse hoje: algures em nós tem que haver um 45, um meio-termo, um equilíbrio.Sim, como toda a gente se tem apercebido ultimamente eu estou ríspida, agressiva, com mau feitio, sou possessiva e o meu estado altera-se rapidamente. Eu sempre fervi em pouca água e acho que esta minha tendência tem vindo a piorar.
De momento talvez sejas aquela pessoa que melhor me conhece por dentro e por fora e talvez isso me faça pensar mais nas atitudes que tenho vindo a adoptar, e me ajude a perceber que realmente é verdade.
De facto, o primeiro passo é admitir e sim »eu tenho um problema».
Talvez esta seja a altura de mudar o meu feitio de pita mimada e me tornar alguém mais…alguém!

[será?]

[sim!]

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007



*ι’м ѕσяяу ∂єαя…ι נυѕт…ℓσνє уσυ тσσ мυ¢н…*






Fico tao perdida…parece que o mundo pára e que o chão debaixo de mim vai a algum lugar onde eu não quero ir. Sinto aqueles tremeliques dos pés á cabeça que me continuam a irritar mesmo agora enquanto escrevo. E já se passaram mais de três horas.
De alguma forma eu tento mudar isso. Fui ver os simpsons mas o olhar desviava-se sempre para o telefone e o telemóvel pousados em cima da mesa do computador. E a vontade de lhe pegar é irresistível…está ali tão perto…ate que finalmente parece estar a chamar…



*Eu gostei de ter ido ao porto hoje. Gostei de te abraçar por 5 minutos e sentir-me feliz…*

terça-feira, 2 de janeiro de 2007




Por vezes pergunto-me se o defeito será meu ou se realmente isso é apenas um conflito de interesses entre vocês os dois…ou três, nem sei bem. Confesso que hoje de manha fiquei algo confusa com aquelas bocas laterais espalhadas pela linha telefónica…Não gostei sabes? Não gosto que vivas sempre nesse ambiente e que haja sempre problemas de cada vez que…que nós…enfim…
Ontem, pela primeira vez depois de muitas chamadas, ela foi realmente simpática. Ou então bastante hipócrita. Mas não me pareceu fingido. Gostei. Quer dizer, não sei se gostei, mas penso que sim…
Mas na realidade gostava mesmo de saber se isso é um problema que existe entre essas quatro paredes ou se também me alcança.
As vezes pergunto-me se eu sou uma coisa boa para ti, se aquilo que existe de bom é realmente superior aos danos colaterais que a nossa relação envolve. Sempre pensei que o problema surgisse do lado de cá e não aí. E sinto-me responsável por isso acontecer. Mesmo quando exijo demais de ti, e mesmo quando tenho aqueles «5 minutos» por telefone.


[Amo-te tanto...nao tens noção... :p ] :D

_____________________________________________________________

Cliquei naquele ícone azul com o [e] redondinho e vasculhei por alguns dos muitos fotologs que visito. Num deles, via-se a seguinte frase…: "I still feel your touch in my dreams."
Como é verdade…como eu ainda te vejo nos meus sonhos…como ainda te toco nos meus sonhos, como ainda te SINTO de madrugada, num pesadelo sem pés nem cabeça, onde ambas entramos, e de onde eu quero sair.
Ultimamente tem sido mais fácil escapar ás recordações, virar a cara às fotografias, ignorar as lágrimas que caem contra minha vontade. Hoje a dor é maior mas o controle também.
Hoje a saudade aperta bem, cá dentro, mas o sorriso permanece…


Porque será que sonho tantas vezes contigo?

*never leave, not even in my nightmares *miss u my sweet little bear*

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Diz a voz do povo «ano novo, vida nova»!
Decidi que vou deixar para trás tudo de mau que me assombrou o ano passado. Ou pelo menos quase tudo. Vou por para trás das costas os problemas, as inseguranças, o mau feitio, o stress, a angústia, o desespero de horas e horas. E as lágrimas que tanto chorei.
2006 foi um ano repleto de mudanças e ambientes diferentes. Foi uma época de mutações contínuas e conflitos permanentes. De certezas incertas e novidades inesperadas. Em 2006 chorei todas as lágrimas que haviam guardadas dentro de mim. Chorei desalmadamente, chorei de tanta raiva, de desespero e chorei de tanto rir.
No balanço de todas as situações foi um ano equilibrado.
Não sei se naquele ano consegui ser alguém diferente, uma pessoa melhor, com menos erros a apontar, menos criticas a fazer…mas vivi algumas situações de dor, de alegria, de desespero, de prazer. E em todas elas aprendi algo diferente.
2006 foi um ano de perdas e vitórias. De batalhas travadas comigo mesma e com os outros. De sentimentos machucados. Orgulhos feridos. E egos satisfeitos. O ponto mais alto deste ano foste tu meu amor. Foi teres aparecido na minha vida, foi teres-me mostrado o outro lado das coisas, foi teres-me limpo cada lágrima que escorreu, foi teres-me ensinado a viver de forma diferente.
O ponto mais baixo foi tê-la perdido. Saber que nunca mais a vou ver. Ter a certeza que agora Ela só existe nos nossos corações, nas recordações, nos momentos que todos vivemos juntos daquele sorriso, de todas as festas que ela animou sempre com aquele bom humor. Este ano tive saudades daquele olhar, daquelas birrinhas, das brincadeiras com o telefone, dos telefonemas de horas e horas, dos finais de semana a dois, das coscuvilhices de sábado de manha…este ano senti a falta dela.

*****Último dia do ano*****Passagem de ano*****

Ontem foi daquelas noites completamente diferentes, com aquele ambiente absolutamente fantástico e a companhia do melhor.
Eu sabia que não íamos acabar o ano sem mais uma chatice, sem mais uma birrinha, sem um outro murro na parede…não podíamos acabar sem aquele abraço, sem aquele olhar. O ano não podia acabar sem mais uns berros e uns abanões que acabaram num abraço intenso. Porque afinal existe aquele sentimento que resiste ao tempo e aos abanões da vida. (ou aos meus, lol)
Ontem a tarde não acabou como eu queria mas a noite começou da melhor forma possível. Eu gostei da parte do espelho…



*Que em 2007 o nosso amor seja ainda mais forte e que consigamos, como sempre, superar as barreiras que põem entre nós…*

Sabes que te amo…
hi5 glitter words


quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

With no inspiration to write.
Want U to come fast baby...



hi5 comments
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Love ya! (vju)

terça-feira, 26 de dezembro de 2006


Não queria que estivesses longe. Não queria que tivesses ido embora. Não queria ter que sentir a falta do teu cheiro e a vontade desesperada dos teus beijos. Não queria sentir-me frágil só por saber que não posso sair a correr e esconder-me no teu abraço, que não posso chorar enquanto te dou um presente porque não vais estar aqui para me enfiar debaixo daquele casaco que eu tanto gosto. Não queria sentir as lágrimas a escorrer de cada vez que desligo aquele objecto que nos mantém em contacto.
Também não queria ser a chata que te liga 10 vezes ao dia só para saber se estás bem, para matar um pouco das muitas saudades que existem e vão existir durante mais de uma semana.
Não queria que passasses o ano a mais de 5 cm de mim…
Não queria ter que ouvir a dizer que tens saudades…mas preciso desesperadamente disso.
Preciso daquele stresse de ter que te acordar as 7 da manha com uma chamada minha, da vergonha de ter que ligar para tua casa e ouvir a tua irmã do outro lado da linha…preciso de ti quando as lágrimas se confundem com a água que cai do chuveiro…preciso desesperadamente de acordar contigo ao meu lado depois de toda uma noite a sonhar com ela…preciso daqueles olhares, daqueles sorrisos. Preciso daqueles «oh fds tixa» e dos «diz bebé». Preciso daqueles filmes no sofá sob o olhar disfarçado do meu pai e os sorrisos da minha mãe.
Sinto falta de sentir as tuas mãos geladas e daquela panca pelo meu umbigo…


« Imagino-me a despir-te,imagino-me a sentir-te,a beijar-te, a acariciar-te
Nunca fugir, nunca mentir-te...

Queria que visses o mundo diferente do que conheces,
Que vivesses uma vida a sério como a que mereces,
Que me tivesses a teu lado,
Para que acreditasses nas possibilidades de encontrar a felicidade se amasses,
Se visses, que a atração é mais que fatal, mais que local,
O meu interesse em ti é mesmo total,
É platônico, nada existe ninguém sabe, ninguém se apercebe disto,
Que em mim quase não cabe,
Quase explodo, guardo tudo isto bem lá no fundo
Aguardo a tua receita pra trazer ao meu mundo
Não me iludo, Mas acredito no sentimento
Acima de tudo espero que isto fique no pensamento
Que te faça sorrir, vibrar de contentamento…»


Precisava de ti agora.


[sabes que sim…]

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006



Foi mais uma noite igual a tantas outras. Sem aquele stresse de comprar presentes e a ansiedade de os abrir. Este ano não houve natal. Houve uma noite passada em casa, sempre com o telefone no ouvido porque o namorado está longe e há que matar as saudades de alguma forma, e pouco mais…
Prendas tive poucas…e as que recebi abri-as na hora…sim, porque não tive com vontade de esperar pela meia-noite quando nem sequer festa ia haver, quando não comprei prendas para ninguém excepto eles os dois, quando não havia uma árvore na sala de jantar cheia de luzinhas e aquelas bolinhas irritantemente amarelas…
E sinto-me um pouco «diferente» por ter sido assim. Por não ter celebrado como tantas outras famílias fazem, todas juntas, num dia absolutamente normal, mas que alguém se lembrou de chamar especial. Mas também nunca participei numa festa dessas sem que me sentisse minimamente deslocada.
Lembro-me de festas estragadas sempre pela mesma pessoa, de algumas festas em que festejamos os três, outras com ela. Lembro-me de passar em casa dos meus tios depois da meia-noite ou algo semelhante e ver montes e montes de presentes, algo extremamente desnecessário. Trocos gastos numa euforia que se vai em 10 minutos de papel rasgado. Mas eles sempre foram felizes assim. Sempre foram uma família assim. E invejo-os por isso. No bom sentido da inveja (se é que isso existe…)!
Este é o fim de mais um ano repleto de altos e baixos. De dias de felicidades extrema e horas de desespero contínuo. Momentos de risos, de gargalhadas e de palmadinhas nas costas. Ataques de choro, pensamentos maldosos. Assaltos de contentamento e sensações de vazio…
Agora que o ano está no fim, talvez seja útil pensar naquilo que realmente foi importante:

(Final do ano passado) – perdi o avô
Conflitos familiares que me puseram K.O.
Tive os amigos sempre presentes.
Conheci o Miguel
Mais conflitos entre a família…
Perdi o namorado…
Afastei-me das pessoas
Ganhei um amigo para sempre.
Apeguei-me mais ás pessoas.
Afastei-me de alguns amigos
Tornei-me mais próxima de outros amigos.
Sorri
Menti
Chorei
Pensei muito
Dormi sobre vários assuntos
Agi precipitadamente
Passei dias a fio na praia
Descobri coisas novas
Trocei milhares de sms
Fui de férias
Tive conversas á beira mar
Morri de saudades dele.
Tive conflitos interiores
Apaixonei-me
Vivi momentos de pura alegria
Fiquei confusa
Fui feliz
Fui muito feliz
Fui estúpida
Fui arrogante
Fui um amor de menina
Fui uma boa filha
Nem sempre fui uma boa amiga
Sempre me esforcei por ser a melhor das namoradas
Fiquei triste
Desiludi-me
Fique contente
Passeei muito muito muito
Fui a sítios a que nunca antes tinha ido
Fiz coisas que nunca tinha feito
Perdi uma amiga – A Cátia morreu
Fortaleci a nossa relação de amizade
Tu e eu tornamo-nos mais próximos. Tu e eu somos uns amores. Tu e eu amamo-nos…J

Acho que resume bem todos os meus dias. Todo o meu ano. E para o ano espero que seja melhor…

E hoje sonhei com ela…a noite toda…

Quando te abracei a vontade de chorar foi enorme…obrigada por aquele momento…

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006



Não sei se me entendes mas tinha vontade de pisar aquele chão novamente. Voltar àquele sitio novamente. Não por um feliz motivo, mas porque sentia necessidade de acreditar que aquilo era mesmo verdade.
De certa forma gostei da nossa tarde a andar de metro e a correr para uma fila de gente pronta para entrar num quarto de banho. Gostei de te ter por perto naquele momento em que as lágrimas começaram a escorrer pela cara, aquecendo-a. Gostei de te poder dar a mão e sentir que as sensações transmitidas eram mútuas. E horríveis. Gostei que pudéssemos falar sobre ela, relembrar coisas antigas. E gostei daquela frase «é por isso que é escusado nos chatearmos» com a lágrima no canto do olho... Não sei se foram estas as palavras exactas mas sei que o significado era basicamente o mesmo.
Foi triste. Mas de alguma forma sinto-me aliviada. Sinto-me mais leve, por saber que quase 3 meses depois voltei ao sitio onde a posso encontrar, embora possua dentro de mim o sitio onde sempre a posso sentir... :'(






*Adoro esta música...se alguém me cnseguir arranjar... =) agradecida! *




*Vou-te matar xavalo...dwt bebé*

terça-feira, 19 de dezembro de 2006




Foi mais um de muitos dias que palavra nenhuma pode exprimir. Essa foto é um mero exemplo de momentos passados a dois que sempre deixam saudade, na corrida que fica para a camioneta. E se estivesses lá agora, voltava lá, só para mais um beijinho.

AMEI =)


Gostei da noite de ontem. Foi diferente. De certa forma acabou por ser especial. Foi completamente diferente. Totalmente inesperada. E ainda assim, foi uma noite bastante divertida. Mais ou menos por esta hora entrava na Hussel para comprar um saco cheio de gomas, que acabei de comer com ele hoje de manha, numa caminhada para um dos nossos sítios de eleição. Ou nao. Ou sim!
E hoje nao fomos lá. Queria ter ido lá.
Gostei do jantarzinho, da parte dos «3 ingredientes» e de ver aquelas ruas enormes cheias daquelas iluminaçõezinhas de natal, próprias da altura.
Gostei da noite de ontem.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Bem lá no fundo sabes que eu preciso de explodir e dizer 5 palavrões numa frase com 8 palavras, para que tudo fique mais calmo. E chamar-lhe nomes, não porque tenha alguma razão concreta para isso, mas simplesmente porque ele é sempre o entrave que existe entre nós os dois. eu sei que ele é teu pai, mas seja lá quem for, separa-me de ti e detesto-o por isso. :s
Fiquei com saudades naquela sexta-feira de manha, em que nao vieste sorrateiramente meter-te na minha cama pa me cobrir de beijinhos. E tenho saudades das nossas brincadeirinhas «infantis», daqueles sorrisinhos perversos e das piadinhas trengas. Mas acima de tudo tenho saudades dos nossos momentos a dois, das tardes no porto, da horita de almoço, sempre explorada ao máximo, dos telefonemas intermmináveis, até das sms de madrugada, que, se ela nao vier para a minha cama, vamos trocar hoje ;).
Detesto nao ser independente, nao poder chegar e comprar e fazer e desfazer e ir sem ter que dar satisfações a ninguém, sem voltar, pelo menos tao cedo...

Preciso de te sentir, de tocar essas maos geladas...e maravilhosas... :)


Até «dela» tenho saudades... xD

[Amo-te bebé]

domingo, 17 de dezembro de 2006

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

mais um dia igual a tantos outros, com as mesmas pessoas, as mesmas caras, as mesmas frases habituais de quinta-feira de manhã.
hoje nao te contei tudo...disse-te que tinha sonhado contigo, mas nao te contei a verdade toda do filme. talvez porque nem eu queria falar disso. a verdade é que sonhei contigo e com ela. sonhei que fazias anos, que eu estava a tentar organizar-te uma festa e tal mas de repente lembro-me de me ver abraçada a ela, a chorar por ela ter ido para outro lugar, por ela ter morrido. chorava imenso e ela, pelo que me lembro tentava-me acalmar...
nao me lembro de mais nada, apenas desses momentos...


Tenho muitas saudades dela.

Agora vou ter com ele!! já nao o vejo à meses... =S

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006



Hoje precisava de um sítio diferente onde pudesse pousar a cabeça e dormir por umas horas, ou simplesmente encontrar um local onde conseguisse organizar algumas ideias perdidas em mim e talvez no tempo também.
Mas provavlemente nao procurei bem, porque nunca mais parecia encontrar esse tao famigerado sitio que tanto anseio ver.
E quem eu ansiava mesmo por ver eras tu, mas por uma qualquer razão isso nao aconteceu. Certamente nao por minha vontade mas de facto, nao aconteceu.
Tento muitas vezes que esa situações sejam diferentes mas nao consigo obter resultados práticos nisso.

domingo, 10 de dezembro de 2006



Eu sei que tu sabes. Mas acredita que não poderia ser por outra razão qualquer. É mesmo pelo sentimento. Pelo enorme sentimento. E por aquilo que vem no acréscimo do amor, porque e não fosse por isso, esta nossa relação nunca teria pernas para andar.
Ele revolta-me. Mesmo. Revolta-me muito. Mas por mais irritada, passada, alterada que fique nunca mudo nenhuma situação por isso acho que aos poucos estou a aprender a lidar com estas dificuldades que sempre surgem nos finais de semana. E juro-te que hoje falava com ele. Porque se o problema é eu usar saia, eu posso começar vestir calças…
Provavelmente eu acabo sempre por ficar numa situação melhor que a tua mas mesmo que assim não fosse, continua a ser injusto. E hoje era mesmo aquele dias em que só um abraço não chegava…mas ainda assim, nem isso tive. E quando me lembro que ontem por um milésimo de segundo não vi essa carinha fofa, apetece-me bater no idiota do teu tio que se lembrou de marcar a tal missa, na qual fui ouvir falar de natal…como se o natal tivesse algum significado. E no final, pega em mim e diz-me que a tua avó mora para lá da igreja e que ontem viu a tua mãe e mais umas tretas quaisquer que foram capazes de me fazer sorrir. Mas a vontade de lhe bater persistia…Mas enfim, ele é boa pessoa bem lá no fundo, e eu gosto dele, naquele ar desajeitado e jeito ciumento. Mas ele tem piada.
E voltando à missa, segundo o padre «temos que abrir a nossa alma e arrumar a casa do nosso coração para que Jesus nos visite no natal» (nas palavras dele)(que ouvi durante mais de uma hora numa tal sessão a que chamam missa, com cerca de 100 pessoas todas sentadas naqueles pedaços velhos de madeira, devotas a um padre que de 10 em 10 minutos mandava fazer silêncio e salientava, sem o referir, a falta de educação das crianças presentes, certamente culpa dos pais).
E hoje contava almoçar contigo, e passar uma daquelas nossas tardes, só nossas mesmo, fosse no cinema habitual ou no jardim do costume. Ou num novo sitio. Desde que fosse. Mas não foi…


Amo-te bebé.



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10 De Dezembro…Ainda me lembro como se fosse hoje, como se tivesse acabado de acontecer. Ela entra pelo quarto e sem qualquer tipo de aviso, senti aquelas palavras saírem-lhe boca fora…impiedosas. Lembro-me de me sentir gelar, da vergonha de chorar, de não saber o que dizer, e lembro-me daquele abraço instintivo. Lembro-me dessa noite, do dia a seguir, de sonhar com ele vezes sem conta, e lembro-me do maior tormento da minha vida, que é ela, e que eu odeio com todas as minhas forças. E no lugar dele podia, aliás, devia, ter ido ela, que não faz falta a ninguém.
Eu e ele podemos nunca ter tido aquela tão famosa relação de que todos falam, de «avô-neta» mas eu sei que tinha lá um lugarzinho para mim e que sempre fui melhor que todas as outras. E talvez este seja o meu lado convencido a funcionar, mas não deixa de ser verdade.
Para além de dinheiro, as únicas coisas que ele deixou foram ela, que faz parte da minha vida, e saudade. E remorsos também.
Lembro-me de todas as visitas ao hospital, das noites mal dormidas, de jogar damas numa qualquer sala de clínica privada. E as lágrimas nas poucas das missas que tive coragem de ir. Não porque não haja sentimentos. Mas simplesmente porque aquela coisa a que chamam mulher me envergonha e porque tudo aquilo me traz recordações de algo que eu só quero esquecer.
E o tempo não volta atrás, a vida não se refaz mas se voltasse dir-lhe-ia tudo aquilo que a minha boca nunca foi capaz de proferir…

E já passou um ano…nem acredito…

sábado, 9 de dezembro de 2006




Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir

Hoje eu preciso te abraçar
Sentir teu cheiro de roupa limpa
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria
Em estar vivo

Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar
Me dizendo que eu sou causador da tua insônia
Que eu faço tudo errado sempre

Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje





Eu quero ficar junto, mas sozinho só não é possível
É preciso amar direito, um amor de qualquer jeito

Ser amor a qualquer hora, ser amor de corpo inteiro






And I'd give up forever to touch you
Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now

And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
Cause sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight

And I don't want the world to see me
Cause I don't think they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am

And you can't fight the tears that ain't coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah you bleed just to know you're alive

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006




Ela é de rir como diz a Patrícia.
E sem que falássemos nisso, ela olha a sorrir para mim e diz «ai o teu namorado é tão lindo…Eu vi-o noutro dia quando ele te veio buscar, que rapaz bonito…estão mesmo bem um para o outro…» =)
Limitei-me a sorrir. É das tais coisas que por muito que tente nunca encontro uma resposta adequada. Só aquelas que tentam deitar por terra os comentários inoportunos da minha mãe, que insiste em ser desagradável, pensando que aquilo de facto lhe dá um ar de graça. Mas faz aquilo numa onda de brincadeira.
E a Sandra e a brincadeira, e a boa disposição e a risota são amigas de infância…

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006


Seja como for já estava calçada, vestida, ainda que as calças goteassem a água da chuva que me havia ensopado até entrar em casa, por isso, despi o roupão, peguei na chave de casa e sai. Ainda pensei em deixar lá o telemóvel, sair só comigo mesma, mas já sabia que ia ter alguém histérico atrás de mim, a ligar para tudo quanto era sitio à minha procura e numa de evitar isso, lá levei aquele objecto preto que eu tanto amo…no final de contas também ele precisava de sentir a brisa fria que corria lá fora.
Fui assim meia perdida, sem destino e sem ideia do que ia fazer, mas não podia olhar mais para aquele monitor repleto de um azul de mar lindo, que me estava a ofuscar o espírito. E seguindo o exemplo dele, tirei a tarde para mim, só para mim.
Quando reparei, estava sentada na parte de trás de uma camioneta, onde se lia por fora «Porto». E que raio iria eu fazer para o Porto? Mas a verdade é que estava lá…
Do lado de fora a chuva tombava cada vez com mais intensidade e acabei por me perder em reflexões de uma qualquer coisa que me acalmou o espírito. Talvez tenha pensado na tarde de ontem…
Como que num solavanco a camioneta parou. Parecia que havia chegado ao meu destino. Sai. Imediatamente me dirigi para lá. Como se alguém me tivesse pegado na mão, aberto a porta e dito «entra». E eu entrei. Com uma leve esperança de te encontrar com uma daquelas chávenas brancas com uma lista azul, com café e um cinzeiro onde dormitasse um cigarro. Mas nada. Tive vontade de me sentar mas sai. Quase no fim daquela sala, permanecia em silêncio uma mulher de pele negra que parecia bastante concentrada em alguma coisa. Talvez na folha que tinha pousada no colo e onde de quando em vez encostava uma caneta. Mas não parecia muito inspirada. De qualquer maneira não perdi tempo a olhar.
A chuva cá fora era cada vez mais forte e também o som dos tacões que eu adoro bater no chão. Desci a tal rua de sta Catarina e apareceu me de repente a estação de S. Bento, bem em frente ao meu nariz. Repleta de gente…
Não sei bem quanto tempo lá estive mas a verdade é que passei metade da tarde naquelas ruas atoladas de pessoas e carros e lojas e vitrinas e prédios e…e nem sei bem que mais.
E por muito esquisito que me possa ter parecido senti-me realmente bem sozinha…completamente sozinha. Só com os meus pensamentos e momentaneamente parecia que até eles me queriam abandonar. Por vezes gostava que o fizessem. Mas não hoje. Hoje precisava deles bem juntinho a mim. Quando já não aguentava os pés naqueles pequenos objectos castanhos, fruto de mais uma das minhas aquisições fúteis, dirigi-me novamente aquele edifício branco, onde eu adoro passar umas horas com ele. E nada dele. Mas não ia com ideias de o encontrar. Ia simplesmente com vontade de um café, quente, e de uma música calma que me fizesse descansar por uns minutos. Entrei e encontrei a mesma menina de sempre, com a mesma cara de sempre, a mesma voz quase muda de sempre e a mesma simpatia que é habitual. Rapidamente lhe pedi um café. Para além do café trouxe-me também um cinzeiro. Esbocei um sorriso. Parece que somos clientes habituais. Mas a verdade é que eu não fumo. Mas hoje gostava de o ter feito. Faltava-me algo que acompanhasse aquele café, que por sinal estava bastante bom.
A tal mulher continuava lá. Sentei-me no mesmo sitio de sempre e ela olhava-me com bastante frequência. Ainda mantinha a mesma folha de papel e a mesma caneta na mão. A sua atenção oscilava entre mim e o texto que escrevia. Uau, se calhar é uma escrita meia famosa meia desconhecida e vou ser uma das personagens principais do seu livro. Confesso que era engraçado. Ainda estive lá uns bons minutos. Encostei-me numa daquelas cadeias fofinhas onde costumo sentar-me com ele, ou no seu colo, e mostrar-lhe um teste de psicologia, dar-lhe um abraço, contar uma daquelas histórias mirabolantes de quando éramos mais novos e relembrar velhos tempos. Ás vezes ele ainda perde tempo e explicar-me o sistema que o controla. Mas até nessas altura eu me sinto meia loira, porque nem sempre é fácil entender aquela cabecita maluca. Mas adoro aquele jeitinho de falar, aquele sorriso e aquela mão na minha cara, ou na minha perna, ou seja onde for. E é bom estar ali com ele, naqueles diálogos só nossos em que mais ninguém participa.
Quando me apercebi naquilo em que pensava rapidamente fiz um intervalo e acabei por não ter o que fazer ali e sai novamente. Desta vez definitivamente. Já nada me prendia ali a não ser o olhar atento da tal mulher que arriscaria dizer que, no caso de não ser escritora era lésbica…ou bi, porque ser bi agora está na moda…
E voltei a entrar na camioneta…





«Sabes como é que eu sei, que quando eu seguro a tua mão assim tu gostas? Porque me imagino a sentir o mesmo…»
*gosto-te*

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Eu já sabia qual o tipo de frase que ias dizer, qual a expressão que irias fazer, ate os gestos que irias compor. Mas de certa forma sempre tive uma vaga esperança que no fim de contas acabasse por ser uma coisa encarada de uma forma perfeitamente normal. Porque no fundo, é normal! Eu posso dizer que entendo, porque entendo, mas não posso dizer que concordo, nem que ache «justo». Pelo simples facto de que, e não só por isso, eu não seria capaz de fazer uma cena dessas.
Mas eu já devia conhecer esse teu feitio e essas manias. Essa forma de pensar absolutamente egoísta. Mas pelos vistos não conheço. E eu mesma, quando reparo bem, também sou egoísta, sim, é verdade…também estou a opinar numa coisa em que o meu interesse era máximo, mas seja como for todos temos parte activa nisto.
Eu antes ainda era capaz de mandar uns berros, de criar uma discussão, de fazer daquilo um campo de insultos mútuos, mas hoje em dia prefiro olhar 90 minutos por uma puta de uma janela de uma sala de aula. Eu tenho essa mesma conversa estúpida, dou esses mesmos berros, irrito-me, de tão furiosa que estou, mas apenas em silêncio, para mim mesma…porque no final de contas acaba por ser uma discussão perfeitamente inútil uma vez que não vamos chegar a conclusão absolutamente nenhuma, porque não vamos mesmo. E mesmo que fossemos, isto é assunto morto para mim.
Ele pode ate ser cínico (não estou a dizer que é), pode dizer uma coisa na minha frente e outra nas minhas costas, mas na altura é sempre, mas sempre mesmo, aquele que está lá para aturar as minhas cenas, para ouvir os meus desabafos sejam eles ou não, do seu agrado. E procura-me. E preocupa-se no final com aquilo que eu sinto. Mas não gosta de tomar partidos de nada nem de ninguém. Por assim dizer dá-se bem com deus e com o diabo. E apesar de, se fosse uma qualquer outra pessoa, eu achar falso, acho óptimo. Acho que acima de tudo aquilo para ele é amizade. E sincera. E equitativa. E eu gosto disso. Porque ele é capaz de me mandar a merda, com um eufemismo simpático e dizer que não concorda. Mas antes de tudo isso é capaz de ouvir com atenção e naquele jeito desajeitado até concordar connosco. Ou convosco.
Ela opta por não tomar partido de ninguém, por nem sequer opinar, e é uma sábia decisão…ainda que estúpida. Ou talvez estúpido fosse meter-se no meio de nós. Ainda que loira, é inteligente…e seja ela a favor ou contra eu gosto dela.
É tanta coisa, e não sai nada…

*texto estúpido *


Mas nem quero falar mais disto. Não vou. E para mim é assunto encerrado…



* Obrigado pela tarde, mesmo…! Obrigada pelos beijinhos, pelos abraços sem razão alguma, por estudares comigo, por me fazeres feliz… E desculpa (tu sabes)…com sentimento...lool*