sábado, 17 de fevereiro de 2007


Pensei que fosse mais uma daquelas manhãs em que o sono te tinha vencido e apoderado de ti, e que fosses acordar bem tarde, naturalmente com mais uma das minhas chamadas e detestei constatar aquela realidade que eu temia ter que enfrentar. Não pensei mesmo que fosse um problema, que houvesse algo para decidir, pensei que a decisão fosse obvia…
Já passei aquela fase de te culpar por algo com que nada tens a ver, mas continua a doer ver que, mesmo que as circunstâncias tenham mudado, as situações continuam a repetir-se…
Disseste «liga-me daqui a uma hora…». Já passaram cerca de seis horas e telefone continua a dar sinal de desligado, de sem rede, de…sei lá…a única coisa que sei é que por muita vontade que tenha e por mais que me esforce as coisas nunca correm como eu planeei, como eu imaginei. Só não sei porque ontem, naquele último telefonema perto da meia noite, não me tiraste logo toda e qualquer esperança que pudesse restar daquele que seria um dia memorável hoje. Sabes que sim…
Passei alguns tempos dentro daquela banheira hoje de tarde, a tentar que a frustração se evaporasse junto com o ar quente que saia do aquecedor, mas assim que me voltei a enfiar na cama, ela voltou com todas as suas forças e arrancou-me as minhas. Depois acabei por pegar no telemóvel e ler algumas mensagens mais antigas e que eu guardo com muito carinho. Dizia assim: «Já sinto tanto a tua falta só por saber que amanha não vou ter contigo…espero que isto tudo passe rápido. Já estou farto desta distância que toda a gente insiste em por entre nós. Contigo eu sou feliz!». Não encontrei nada que retratasse melhor tudo o que eu te queria dizer naquele momento. E ainda agora. Essas tuas palavras foram perfeitas sabes? Eu contigo sou mesmo feliz. Completamente feliz.
Ontem tentei que me prometesses que hoje não íamos discutir e não o fizeste. No entanto, hoje ainda não discutimos. Mas eu trocava a tua «falta de comparência», como tu gostas de lhe chamar, por uma daquelas nossas discussões derivadas de um nome inocente escrito numa folha de papel. Ou por outra coisa qualquer. Não fazes ideia do quão importante é ter-te e sentir-te aqui. Mesmo quando vais a dormir em cima dos meus «papinhos» na camioneta…
Estes dias vão ser difíceis de passar, sabes que sim. Espero que a quarta-feira chegue bem mais rápido do que seria de esperar e que esta angústia não se apodere de mim, como fez hoje de tarde.
A minha mãe é que leva comigo sabes? Mas é cada vez mais difícil controlar este desespero que se apodera de mim. Hoje acho que chorei durante uma hora depois de ter pousado o telemóvel. Sem nenhuma razão aparente. É tanta coisa que me assalta o espírito que começo a chorar por não te ir ver durante uns dias e acabo agarrada a uma almofada a pensar que hoje ia lá ao cemitério, sentar-me um pouco junto dela e não fui…
Nos últimos tempos tenho tentado controlar toda a angústia que há dentro de mim naqueles momentos em que penso naquela menina que tantas vezes me fez sorrir…e na mais pequena coisa, no mais pequeno deslize eu solto todo o meu desespero, invariavelmente em ti…sabes que não é por mal, que não o faço propositadamente e que são muitas as vezes em que o mereces mas de qualquer maneira obrigada por todos os abraços como o daquela quinta-feira…Adorei aquela tarde passada no sofá da firma a ler as frustrações de pessoas que resolvem os seus problemas através dos conselhos que encontram na capa de uma revista. E talvez até os resolvam melhor que eu…quem sabe…? Mas encontramos situações caricatas.
Obrigada por aqueles momentos bé…sabes que esses abraços têm mesmo um efeito curativo!



Amo-te mesmo sabes? és a minha coisinha boa...

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Txi, ao tempo que nao entrava aqui. Passo por cá pelo menos todos os dias mas a vontade de escrever e a inspiração para tal, tem-me escapado por entre os dedos...

Tenho pensado em temas para pensar, em acontecimentos para relatar mas a vida nao muda, por isso nem tudo são novidades.


Ontem foi uma daquelas tardes/noites de que eu tinha saudades. Foi muito, muito bom poder sair de novo sem aquele stresse que começava a ser habitual.

Eu sei que às vezes (ok, quase sempre) adopto aquele faceta protectiva e que penso demais nos problemas e nas circunstâncias da vida, da TUA vida, mas sabes que eu sou como os papás: só quero o melhor para ti... =)
Por mais que o negues, sao muitas as vezes em que me sinto, moralmente, responsável pelas coisas que acontecem...nao simplesmente porque sim, mas porque de uma forma ou de outra, eu sou mesmo responsável por alguns dos stresses com que tens que lidar. E por mais desnecessário que seja, sabes que vivo a pensar nisso e que mesmo que nao queiras e nem sequer admitas, os teus problemas sao também os MEUS problemas e eu acabo por vive-los mais intensamente do que tu que és um inconsciente...(lol).
Ontem adorei aquele filme, ainda que algumas daquelas imagens me tenham impressionado um cadinho e que me tenhas apanhado «com um cisco no olho» (lol).
Sabes que aqueles momentos sao mesmo únicos e até aquelas discussõezinhas dão sempre aquele toque especial à nossa relação...

E agora queria falar contigo mas quando te ligo so ouço «o cliente da vodafone para o qual ligou, nao pode neste momento ser contactado...por favor, tente novamente mais tarde...». Vou assumir que ficaste sem bateria... :S e vou tentar mais tarde ne?? xD



- Oh moooooooreeee??

- Diz bé...

- Gosto muito de ti... :D