Desde aquele domingo que não sei como me hei-de sentir. Na altura pensei que seria uma coisa passageira, que bastariam umas horas para chegares àquela (tua) conclusão tão importante. Mas afinal enganei-me. O meu maior erro é pensar nesse aspecto és como eu. Que te lembras dos momentos, e que pensas nas coisas que me fazes sentir. Por isso, pensei verdadeiramente que te ias esforçar por resolver as coisas o melhor que soubesses. Mas engano-me sempre que penso assim. Há anos que sei que não é verdade mas vivo na ilusão que um dia será diferente e que serei eu a dizer que vou embora e tu a pedires que fique.
Há dias que ando triste, há dias que não me concentro em nada, que me sinto sozinha e chorona, mas tenho tentado manter-me sempre o melhor que posso. Tenho feito um esforço enorme por pôr para trás das costas as coisas más que tenho vivido. Consequência disso tenho feito umas coisas estúpidas. Tenho faltado a muitas aulas, tenho desistido de alguns objectivos, tenho posto de lado algumas coisas que para mim são importantes, mas sinto-me tão apática que só tento que tudo fique bem. Até quando fico ao pé dele só porque sei que o fumo dos tarolos me põe ligeiramente 'alegre', sei que sou estúpida. Mas faço-o de qualquer maneira porque seja como for já não estás aqui comigo. Já não queres saber de mim.
Custa-me acreditar que depois de tantos anos fiquemos assim, longe...desta vez, não sei porquê mas sinto que foi diferente. Mas não sei sinceramente no que acreditar. Não sei o que pensar do que se passou, e por mais que tente não pensar nisso, o assunto não me sai da cabeça, nem mesmo de noite.
Deito-me super cedo, não aguento ter que passar mais horas do dia a batalhar contra o mesmo tema, e chego à cama e já só quero adormecer, no escuro do silêncio, sem medo de não acordar.
Hoje sonhei que estavamos ao pé da tua cama e que pousavas barrinhas kinder na estante gigante que tens no quarto. E é tão ridiculo...e por outro lado parecia tão real que por momentos fiquei verdadeiramente feliz. Já antes disso tinha sonhado contigo e acordei de repente sem saber bem onde estava, mas rapidamente voltei à realidade. Da segunda vez que acordei já eram seis da manhã e estava na cama sim, mas na minha e sozinha. Nem as barrinhas kinder existiam...
Meu deus, sinto tanto a tua falta que às vezes penso que vou deixar de respirar só de pensar na possibilidade de nunca mais te ter. Não sei como lidar com isto. Nunca soube e nunca hei-de saber.
Não sei se esta foi a última vez, se é mais uma daquelas vezes em que vamos por caminhos separados mas eventualmente nos encontramos. E tenho muito medo. Tenho mesmo muito medo. Estou em pánico. Sou dependente por vontade e não me arrependo de nenhuma das dependências que criei de ti. Hoje sofro por isso mas engulo em silêncio porque...porque quando olho para o lado já não te vejo...
A culpa foi minha. Abusei da tua boa vontade e do teu carinho e levei as minhas birras demasiado sério, levei os meus problemas para a tua cama, levei os meus traumas para os nossos momentos, levei as minhas frustrações para os cigarros fumados na varanda e as minhas crises para os passeios depois do café. Acima de tudo deves pensar que levei as minhas choradeiras para o quarto, para a sala, para o escritório, até mesmo para a casa de banho...Sou uma criança, como me chamas por vezes. Sou tão pequenina que sempre que me sorris me recuso a crescer. E com as minhas infantilidades chegaste ao teu ponto de ruptura. Atingiste aquele limite em que já não aguentas mais. Não tenho mundos e fundos para te prometer mas sei que se tivesse não faria a menor diferença...Tens tanto carácter! Esforço-me por compreender. Durante aqueles dias tentei mesmo aceitar, mas fui tão estúpida que não me consegui controlar e agora estou sozinha...Aquele era o teu tempo, o teu espaço, e eu, ainda que tua namorada, não tinha o direito de interferir e eu não percebi isso...Eu só queria que tudo passasse rápido e que me pudesse perder nesse teu abraço outra vez.
Hoje ficam as memórias. Ficam os beijos, os abraços, os carinhos. Sabes? No topo da lista ficam todas as conversas que tivemos entre lençóis e que nunca partilhamos com mais ninguém. Os verdadeiros momentos.
E sabes outra coisa? Há pouca coisa que não tenhamos feito juntos e sinto-me tão feliz por isso, que por momentos consegui deixar de chorar.
Amo-te tanto... Não tens ideia!
Better man - Pearl Jam
Há dias que ando triste, há dias que não me concentro em nada, que me sinto sozinha e chorona, mas tenho tentado manter-me sempre o melhor que posso. Tenho feito um esforço enorme por pôr para trás das costas as coisas más que tenho vivido. Consequência disso tenho feito umas coisas estúpidas. Tenho faltado a muitas aulas, tenho desistido de alguns objectivos, tenho posto de lado algumas coisas que para mim são importantes, mas sinto-me tão apática que só tento que tudo fique bem. Até quando fico ao pé dele só porque sei que o fumo dos tarolos me põe ligeiramente 'alegre', sei que sou estúpida. Mas faço-o de qualquer maneira porque seja como for já não estás aqui comigo. Já não queres saber de mim.
Custa-me acreditar que depois de tantos anos fiquemos assim, longe...desta vez, não sei porquê mas sinto que foi diferente. Mas não sei sinceramente no que acreditar. Não sei o que pensar do que se passou, e por mais que tente não pensar nisso, o assunto não me sai da cabeça, nem mesmo de noite.
Deito-me super cedo, não aguento ter que passar mais horas do dia a batalhar contra o mesmo tema, e chego à cama e já só quero adormecer, no escuro do silêncio, sem medo de não acordar.
Hoje sonhei que estavamos ao pé da tua cama e que pousavas barrinhas kinder na estante gigante que tens no quarto. E é tão ridiculo...e por outro lado parecia tão real que por momentos fiquei verdadeiramente feliz. Já antes disso tinha sonhado contigo e acordei de repente sem saber bem onde estava, mas rapidamente voltei à realidade. Da segunda vez que acordei já eram seis da manhã e estava na cama sim, mas na minha e sozinha. Nem as barrinhas kinder existiam...
Meu deus, sinto tanto a tua falta que às vezes penso que vou deixar de respirar só de pensar na possibilidade de nunca mais te ter. Não sei como lidar com isto. Nunca soube e nunca hei-de saber.
Não sei se esta foi a última vez, se é mais uma daquelas vezes em que vamos por caminhos separados mas eventualmente nos encontramos. E tenho muito medo. Tenho mesmo muito medo. Estou em pánico. Sou dependente por vontade e não me arrependo de nenhuma das dependências que criei de ti. Hoje sofro por isso mas engulo em silêncio porque...porque quando olho para o lado já não te vejo...
A culpa foi minha. Abusei da tua boa vontade e do teu carinho e levei as minhas birras demasiado sério, levei os meus problemas para a tua cama, levei os meus traumas para os nossos momentos, levei as minhas frustrações para os cigarros fumados na varanda e as minhas crises para os passeios depois do café. Acima de tudo deves pensar que levei as minhas choradeiras para o quarto, para a sala, para o escritório, até mesmo para a casa de banho...Sou uma criança, como me chamas por vezes. Sou tão pequenina que sempre que me sorris me recuso a crescer. E com as minhas infantilidades chegaste ao teu ponto de ruptura. Atingiste aquele limite em que já não aguentas mais. Não tenho mundos e fundos para te prometer mas sei que se tivesse não faria a menor diferença...Tens tanto carácter! Esforço-me por compreender. Durante aqueles dias tentei mesmo aceitar, mas fui tão estúpida que não me consegui controlar e agora estou sozinha...Aquele era o teu tempo, o teu espaço, e eu, ainda que tua namorada, não tinha o direito de interferir e eu não percebi isso...Eu só queria que tudo passasse rápido e que me pudesse perder nesse teu abraço outra vez.
Hoje ficam as memórias. Ficam os beijos, os abraços, os carinhos. Sabes? No topo da lista ficam todas as conversas que tivemos entre lençóis e que nunca partilhamos com mais ninguém. Os verdadeiros momentos.
E sabes outra coisa? Há pouca coisa que não tenhamos feito juntos e sinto-me tão feliz por isso, que por momentos consegui deixar de chorar.
Amo-te tanto... Não tens ideia!
Better man - Pearl Jam