segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tempo de férias. Estas férias esqueci-me um pouco deste escrever rotineiro. Dediquei-me quase exclusivamente a pequenas viagens e sobretudo à leitura. Confesso que passei metade do tempo agarrada a folhas recicladas de livros sem fim. Li imenso e dedici cultivar-me. E fiquei extremamente feliz com esta minha decisão.
Agora o tempo de férias acabou e é tempo de trabalhar. Novos tempos e novo estágio. Mero e-mail formal, uma entrevista e pumba, cá estou eu, fechada numa redação todo o dia, a trabalhar quase exclusivamente em política. E não entendam mal, adoro escrever e adoro fazer artigos sobre política, ainda que regional, mas estar fechada todo o dia nunca fez parte dos meus planos.
Por isso prezo, de uma forma quase estúpida, a minha merecida hora de almoço, em que saio para dar um grande, um enorme, passeio enquanto reparo nas montras da cidade e me esqueço das pessoas.
O ambiente aqui é calmo, posso ter a paz e tranquilidade que tanto prezo mas sinto-me presa, amarrada a uma secretária horas a fio, sem nada fazer além de telefonemas e artigos.
A desvantagem aqui é não fazer fotografia. Estava habituada a escrever os artigos e bater as fotos, editá-las e fazer delas o que muito bem apetece. A acompanhar os meus textos tinha sempre fotos adequadas, com qualidade, tiradas pela minha pessoa, ou por ele, para mim o único bom fotografo com quem já trabalhei.
Muitas vezes se não fosse ele, não conseguia dar conta de todo o trabalho que me surge entre mãos, de um e de outro jornal, e agradeço-lhe a sempre existente disponibilidade e prontidão para me acompanhar e fazer aquele que é o meu trabalho.