sábado, 31 de janeiro de 2009

Sinto a cabeça a rebentar. Já não é propriamente cedo, também é verdade, e acabei de chegar a casa. Devo dizer que a mulherzinha no carro da frente, a conduzir a uma velocidade de 30km por hora estava a mexer com o meu sistema nervoso de uma maneira, normal, mas ainda assim assustadoramente intensa.
Já disse que detesto pessoas que não sabem conduzir? DETESTO PESSOAS (encartadas) QUE NÃO SABEM CONDUZIR...É que parece que a chuva afecta a forma como as pessoas vem o carro. E é absolutamente estúpido, principalmente para mim que vejo na condução uma coisa absolutamente fantástica, prática e simples. E adoro conduzir, principalmente à noite. Mas estes asnos da estrada fazem que perca todo o entusiasmo. Então ao domingo é uma coisa que até assusta.



Hoje foi aquele dia em que pensei que iramos sair, dar uma volta, estar com um pessoal e tirar umas fotografias. Claro que tenho imenso trabalho, e por trabalho entenda-se estudo, mas precisava de passear, andar em filas de trânsito, procurar um estacionamento durante 15 minutos, ver uns grandes carros e tirar umas fotos, dar uso à máquina que esta parada à mais ou menos três semanas porque nem sequer tenho tempo de olhar para ela. Ainda a pus na mala do carro mas só saiu de lá quando voltei para casa.
Sabes que sempre gostei destes dias inteiros passados na cama, enrolados naquelas conversas profundas sobre o presente, o passado e um possível futuro. Discussões, não acesas, sobre os nossos feitios, o meu vício consumista, o porquê de não gostares de porsches, como educar as crianças, enfim, um autêntico leque de assuntos que possivelmente não interessariam a mais ninguém excepto a nós mesmos. Sabes que adoro quando tiramos uma tarde para pormos conversas e pensamentos em dia, mas esta tarde em particular fez atrasar todo o meu trabalho.
Mas sinto-me tão cansada que só me apetece fazer como hoje, deitar-me e dormir quase até às cinco da tarde porque sinto que não consigo descansar. O stress das notas está completamente a dar cabo de mim e não consigo entender porquê. E o próximo teste de marketing preocupa-me porque não quero ter que ver um 13 na pauta. Para mim é uma frustração tão grande que até ultrapassei as minhas divergências com ela, e agora até trocamos apontamentos e resumos de aula. A verdade é que ela não é o bicho de sete cabeças que eu dizia, apesar de ainda continuar a ter presente aquelas atitudes meias desmioladas que ela teve.
Quando finalmente as onze da noite decides ir tomar um café já estou mais que estourada e sem paciência para manobras em poças de água, mas lá fomos os três.
É verdade que nunca vi na tua irmã uma pessoa extremamente sociável e faladora e surpreende-me muito que seja mas até gosto de quando vamos tomar um cafezinho.

Em resposta àquela famigerada pergunta: "Não comprava nenhum neste momento porque gosto demais do meu. Apesar de ser um Volkswagen Polo com 12 anos, enorme, absolutamente impecável e bem tratado. Para mim é mais que o suficiente. Também pelo valor sentimental obviamente. Não sou assim tão desprendida das coisas.
No futuro, um bmw serie 1, 120d, cupé, preto, caixa manual. Em alternativa mais que provavelmente um audi A3, 2.0, também preto e de caixa manual. Não sejas idiota, nunca daria 200 mil euros por um carrera 4S. Apesar de adorar porsches...E apesar de o SLK ou o SLR, ou o SL ou mesmo o S, sempre terem sido os carros que eu mais gostei até hoje continua a ser dinheiro a mais, mesmo por um mercedes."

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Acordei estranhamente cedo hoje. A sonhar com ele, ela e carros.
E acordei com uma imensa dor no pescoço, razão pela qual pretendo trocar esta almofada raquitica.
Ainda tentei aconchegar-me nos lençois, e cobertores, e edredon, mas o instinto de agarrar o telemóvel é sempre mais forte. Duas mensagens. Estranho, nem senti. Eu que acordo com o vento...
“Ritinha, notas de marketing”, dizia no cabeçalho. A ansiedade carregou no botão e a desilusão assaltou-me quando vi as notas. Não as dos outros mas a minha. E continuo sem encontrar explicação para estas notas estranhamente baixas. Por mais que tente não consigo perceber onde é que reside o problema.
E problema não há nenhum porque o professor deu-nos a hipótese de um outro teste, a fim de melhorar a nota do primeiro mas não entendo como é que eu, que sempre estive no topo da lista, agora me encontro entre os medianos...
E custa-me de uma maneira estúpida. E não entendo, não consigo entender. Vejo-os todos a subir, quase todos superiores a mim e pergunto-me onde foi a menina das grandes notas do ano passado.
Hoje estou absolutamente sem paciência, completamente frustrada e sem a mímina vontade de falar com alguém.

Não compreendo. Simplesmente não consigo compreender.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Há já algum tempo que aqui não vinha e a verdade é que não tenho tido nem o tempo nem a paciência necessária para escrever seja o que for. Dias e dias a estudar História dos Media não é propriamente o meu passatempo favorito. Tudo para no fim me esquecer de escrever um detalhe muito importante.

Achei piada noutro dia quando ela apareceu na faculdade, coisa rara, e fomos ver as notas de escrita criativa. Fomos todos, alguns inadvertidamente, eu também de início, e ficamos como que estáticos frente ao vidro da "vitrine". Não esperava que ela comentasse mas estava numa séria expectativa de uma daquelas frases míticas que me deixam com vontade de dizer um monte de disparates. Verdades, mas ainda assim disparates.
Ainda não tive oportunidade de me expressar pessoalmente relativamente a isto, mas mal posso esperar por esse momento. Sei que provavelmente nem sequer vou ter oportunidade de falar. Vai ser mais uma daquelas conversas feitas unilateralmente em que eu não vou ter a chance de dizer coisa alguma. A realidade é que já o disse, muitas vezes, e fico ligeiramente satisfeita quando vejo que as pessoas à minha volta partilham da minha opinião. E continuo sem saber o que passou, sem fazer a mais pequena ideia de que critério é que foi usado e porque é que ela teve uma nota superior à minha...


Sinto que estou a esgotar este assunto, que estou sempre a bater no mesmo ceguinho e que não adianta porque ele não vai ver anyway...