mais um dia igual a tantos outros, com as mesmas pessoas, as mesmas caras, as mesmas frases habituais de quinta-feira de manhã.
hoje nao te contei tudo...disse-te que tinha sonhado contigo, mas nao te contei a verdade toda do filme. talvez porque nem eu queria falar disso. a verdade é que sonhei contigo e com ela. sonhei que fazias anos, que eu estava a tentar organizar-te uma festa e tal mas de repente lembro-me de me ver abraçada a ela, a chorar por ela ter ido para outro lugar, por ela ter morrido. chorava imenso e ela, pelo que me lembro tentava-me acalmar...
nao me lembro de mais nada, apenas desses momentos...
Tenho muitas saudades dela.
Agora vou ter com ele!! já nao o vejo à meses... =S
São sonhos que realço no meu amanhecer, são sonhos que me fazem pensar no impossivel e no que jamais irá acontecer. Sonho acordado quando penso poder alcançar o que está bem longe de mim, sonho de forma a poder construir o que sei que será dificil mesmo assim. Sonho sem dormir, de olhos bem abertos, espreito pela janela e vejo a realidade bem perto, de um sonho que podia ser verdadeiro, a realidade daquilo que gostaria que fosse real no meu ser... (KATY)
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Hoje precisava de um sítio diferente onde pudesse pousar a cabeça e dormir por umas horas, ou simplesmente encontrar um local onde conseguisse organizar algumas ideias perdidas em mim e talvez no tempo também.
Mas provavlemente nao procurei bem, porque nunca mais parecia encontrar esse tao famigerado sitio que tanto anseio ver.
E quem eu ansiava mesmo por ver eras tu, mas por uma qualquer razão isso nao aconteceu. Certamente nao por minha vontade mas de facto, nao aconteceu.
Tento muitas vezes que esa situações sejam diferentes mas nao consigo obter resultados práticos nisso.
domingo, 10 de dezembro de 2006

Eu sei que tu sabes. Mas acredita que não poderia ser por outra razão qualquer. É mesmo pelo sentimento. Pelo enorme sentimento. E por aquilo que vem no acréscimo do amor, porque e não fosse por isso, esta nossa relação nunca teria pernas para andar.
Ele revolta-me. Mesmo. Revolta-me muito. Mas por mais irritada, passada, alterada que fique nunca mudo nenhuma situação por isso acho que aos poucos estou a aprender a lidar com estas dificuldades que sempre surgem nos finais de semana. E juro-te que hoje falava com ele. Porque se o problema é eu usar saia, eu posso começar vestir calças…
Provavelmente eu acabo sempre por ficar numa situação melhor que a tua mas mesmo que assim não fosse, continua a ser injusto. E hoje era mesmo aquele dias em que só um abraço não chegava…mas ainda assim, nem isso tive. E quando me lembro que ontem por um milésimo de segundo não vi essa carinha fofa, apetece-me bater no idiota do teu tio que se lembrou de marcar a tal missa, na qual fui ouvir falar de natal…como se o natal tivesse algum significado. E no final, pega em mim e diz-me que a tua avó mora para lá da igreja e que ontem viu a tua mãe e mais umas tretas quaisquer que foram capazes de me fazer sorrir. Mas a vontade de lhe bater persistia…Mas enfim, ele é boa pessoa bem lá no fundo, e eu gosto dele, naquele ar desajeitado e jeito ciumento. Mas ele tem piada.
E voltando à missa, segundo o padre «temos que abrir a nossa alma e arrumar a casa do nosso coração para que Jesus nos visite no natal» (nas palavras dele)(que ouvi durante mais de uma hora numa tal sessão a que chamam missa, com cerca de 100 pessoas todas sentadas naqueles pedaços velhos de madeira, devotas a um padre que de 10 em 10 minutos mandava fazer silêncio e salientava, sem o referir, a falta de educação das crianças presentes, certamente culpa dos pais).
E hoje contava almoçar contigo, e passar uma daquelas nossas tardes, só nossas mesmo, fosse no cinema habitual ou no jardim do costume. Ou num novo sitio. Desde que fosse. Mas não foi…
Amo-te bebé.
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10 De Dezembro…Ainda me lembro como se fosse hoje, como se tivesse acabado de acontecer. Ela entra pelo quarto e sem qualquer tipo de aviso, senti aquelas palavras saírem-lhe boca fora…impiedosas. Lembro-me de me sentir gelar, da vergonha de chorar, de não saber o que dizer, e lembro-me daquele abraço instintivo. Lembro-me dessa noite, do dia a seguir, de sonhar com ele vezes sem conta, e lembro-me do maior tormento da minha vida, que é ela, e que eu odeio com todas as minhas forças. E no lugar dele podia, aliás, devia, ter ido ela, que não faz falta a ninguém.
Eu e ele podemos nunca ter tido aquela tão famosa relação de que todos falam, de «avô-neta» mas eu sei que tinha lá um lugarzinho para mim e que sempre fui melhor que todas as outras. E talvez este seja o meu lado convencido a funcionar, mas não deixa de ser verdade.
Para além de dinheiro, as únicas coisas que ele deixou foram ela, que faz parte da minha vida, e saudade. E remorsos também.
Lembro-me de todas as visitas ao hospital, das noites mal dormidas, de jogar damas numa qualquer sala de clínica privada. E as lágrimas nas poucas das missas que tive coragem de ir. Não porque não haja sentimentos. Mas simplesmente porque aquela coisa a que chamam mulher me envergonha e porque tudo aquilo me traz recordações de algo que eu só quero esquecer.
E o tempo não volta atrás, a vida não se refaz mas se voltasse dir-lhe-ia tudo aquilo que a minha boca nunca foi capaz de proferir…
E já passou um ano…nem acredito…
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