sábado, 4 de abril de 2009

Hoje é o dia da decisão final.

Durante estes dias senti-me muito mal em pensar que demorei tanto tempo para criar uma relação estável e duradoura com ele, e de repente acabou-se tudo.
Tenho que admitir que ele foi uma besta porque é essa a verdade. E mais nenhuma, não adianta pôr-me com justificações e desculpas em que já ninguém acredita, nem mesmo eu.
Mas desta vez jurei que não o procuraria e não o fiz, por mais que me tenha custado e doído não o fiz. Não o fiz porque estava em causa a minha dignidade e o meu caracter, e mesmo não tendo sido assim tão forte, pelo menos passei a ideia que de me estava a aguentar.
Durante estes dias percebi que existem pessoas naquela faculdade que gostam mesmo de mim, e nunca tinha sentido isso antes, com aquela intensidade. E fez-me sentir bem porque tudo o que eu precisava naqueles momentos era, mais do que compreensão, carinho e conversa.

Desde aquele inesperado contacto, aquela sms que veio do nada e para perturbar a minha sanidade mental, que não tenho feito outra coisa senão pensar no assunto. Por um lado sinto-me feliz por não ter sido eu a dar o primeiro passo. Por outro sei que isso não significa absolutamente nada porque vou acabar por lhe fazer a vontade. A realidade é que não o faço por ele. Faço - o por mim porque sei que preciso desta oportunidade de férias para esclarecer a minha cabeça.
Sei que eventualmente, depois de um bom jantar e umas bebidas a mais nos vamos sentar sozinhos e falar sobre o assunto. Ou então não e vamos simplesmente dormir e tudo não passou de um sonho estúpido de uma miúda com 20 anos.

Sinto-me uma verdadeira criança, mas mais do que sentir sei que o sou porque não consegui manter-me firme na minha decisão e ser mais eu.
Prometo a mim mesma que, se alguma coisa se passar entre nós os dois durante estas férias, e depois disto tudo continuarmos uma relação, eu vou mudar como pessoa participante, como parte activa desta relação. E não calar-me mais a nada. Porque eu não sou assim.
Desta vez já me tinha capacitado mesmo que era o fim. Talvez não seja afinal. Mas se voltar ao que era sou eu que escrevo o ponto final.