terça-feira, 28 de abril de 2009

Hoje cansei-me de tentar perceber qual é o problema. Durante dias questionei-me sobre a minha conduta e o que poderia ter feito mal, mas chego à conclusão de nada. A minha conclusão é nada. E não me posso chatear com isso. Decidi que tenho que aprender a controlar os meus nervos e que nem tudo podem ser dores de cabeça incriveis e pesadelos tamanhos que não me deixem dormir.


Eu sou sempre a gaja stressada, a menina que faz tudo a tempo e horas, que se preocupa, que chega sempre primeiro que os outros, que é responsável e atinada. Estou tão cansada de me dispor a ajudar os outros e de me virarem as costas quando sou eu que preciso de alguma coisa.



Uma vez ele disse-me, sem rodeios, que as pessoas me usavam. Pela minha cabeça e pelos meus materiais. E não quero acreditar mas chego à triste conclusão que é verdade. Às vezes pergunto-me qual será a minha verdadeira utilidade porque muitas vezes não devo passar de um "fantoche" mais ou menos disponivel a fazer tudo certinho e direitinho.



Eu levanto-me de manhã para ajudar outros a fazer trabalhos e eles não aparecem, levanto-me porque combino com outros trabalhos e eles em cima da hora avisam-me que não podem vir, eu disponho-me a ajudar e ainda tenho que esperar por eles...e uma lista infindável de outros tantos semelhantes.
Mas depois quando é para mim nunca ninguém está disponivel porque a Patrícia tem capacidade para fazer tudo sozinha. A Patrícia é inteligente, ela que se desenmerde (não sei se é assim que se escreve, se não for azar, ninguém te obriga a ler).
E hoje senti-me realmente frustrada.




Não duvido que ela estivesse doente mas para mim responsabilidade é responsabilidade e não concebo que as pessoas sejam assim porque eu não sou. Não sou capaz de deixar ninguém na prancha só porque sim.
Mas os outros são e eu não posso ter peso na consciência em ser também. O mundo é feito de egoístas, é a sociedade individualizada como diz o Wolton...


segunda-feira, 27 de abril de 2009



Não entendo. Eu sei que ele era contra a minha decisão e fi-lo de qualquer maneira...Só não pensei que isso nos fosse distanciar de tal maneira que as conversas pré e pós-aula fossem acabar.






Eu gosto dele. Não queria este tipo de mágoa e ressentimento.





Hoje a mãe dela fez anos. Deve ter sido uma dor enorme mais um ano celebrado sem a presença dela. Ela era singular.
Tenho saudades. Muitas saudades.