sábado, 9 de dezembro de 2006




Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir

Hoje eu preciso te abraçar
Sentir teu cheiro de roupa limpa
Pra esquecer os meus anseios e dormir em paz

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria
Em estar vivo

Hoje eu preciso tomar um café, ouvindo você suspirar
Me dizendo que eu sou causador da tua insônia
Que eu faço tudo errado sempre

Hoje preciso de você
Com qualquer humor, com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje





Eu quero ficar junto, mas sozinho só não é possível
É preciso amar direito, um amor de qualquer jeito

Ser amor a qualquer hora, ser amor de corpo inteiro






And I'd give up forever to touch you
Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now

And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
Cause sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight

And I don't want the world to see me
Cause I don't think they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am

And you can't fight the tears that ain't coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah you bleed just to know you're alive

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006




Ela é de rir como diz a Patrícia.
E sem que falássemos nisso, ela olha a sorrir para mim e diz «ai o teu namorado é tão lindo…Eu vi-o noutro dia quando ele te veio buscar, que rapaz bonito…estão mesmo bem um para o outro…» =)
Limitei-me a sorrir. É das tais coisas que por muito que tente nunca encontro uma resposta adequada. Só aquelas que tentam deitar por terra os comentários inoportunos da minha mãe, que insiste em ser desagradável, pensando que aquilo de facto lhe dá um ar de graça. Mas faz aquilo numa onda de brincadeira.
E a Sandra e a brincadeira, e a boa disposição e a risota são amigas de infância…

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006


Seja como for já estava calçada, vestida, ainda que as calças goteassem a água da chuva que me havia ensopado até entrar em casa, por isso, despi o roupão, peguei na chave de casa e sai. Ainda pensei em deixar lá o telemóvel, sair só comigo mesma, mas já sabia que ia ter alguém histérico atrás de mim, a ligar para tudo quanto era sitio à minha procura e numa de evitar isso, lá levei aquele objecto preto que eu tanto amo…no final de contas também ele precisava de sentir a brisa fria que corria lá fora.
Fui assim meia perdida, sem destino e sem ideia do que ia fazer, mas não podia olhar mais para aquele monitor repleto de um azul de mar lindo, que me estava a ofuscar o espírito. E seguindo o exemplo dele, tirei a tarde para mim, só para mim.
Quando reparei, estava sentada na parte de trás de uma camioneta, onde se lia por fora «Porto». E que raio iria eu fazer para o Porto? Mas a verdade é que estava lá…
Do lado de fora a chuva tombava cada vez com mais intensidade e acabei por me perder em reflexões de uma qualquer coisa que me acalmou o espírito. Talvez tenha pensado na tarde de ontem…
Como que num solavanco a camioneta parou. Parecia que havia chegado ao meu destino. Sai. Imediatamente me dirigi para lá. Como se alguém me tivesse pegado na mão, aberto a porta e dito «entra». E eu entrei. Com uma leve esperança de te encontrar com uma daquelas chávenas brancas com uma lista azul, com café e um cinzeiro onde dormitasse um cigarro. Mas nada. Tive vontade de me sentar mas sai. Quase no fim daquela sala, permanecia em silêncio uma mulher de pele negra que parecia bastante concentrada em alguma coisa. Talvez na folha que tinha pousada no colo e onde de quando em vez encostava uma caneta. Mas não parecia muito inspirada. De qualquer maneira não perdi tempo a olhar.
A chuva cá fora era cada vez mais forte e também o som dos tacões que eu adoro bater no chão. Desci a tal rua de sta Catarina e apareceu me de repente a estação de S. Bento, bem em frente ao meu nariz. Repleta de gente…
Não sei bem quanto tempo lá estive mas a verdade é que passei metade da tarde naquelas ruas atoladas de pessoas e carros e lojas e vitrinas e prédios e…e nem sei bem que mais.
E por muito esquisito que me possa ter parecido senti-me realmente bem sozinha…completamente sozinha. Só com os meus pensamentos e momentaneamente parecia que até eles me queriam abandonar. Por vezes gostava que o fizessem. Mas não hoje. Hoje precisava deles bem juntinho a mim. Quando já não aguentava os pés naqueles pequenos objectos castanhos, fruto de mais uma das minhas aquisições fúteis, dirigi-me novamente aquele edifício branco, onde eu adoro passar umas horas com ele. E nada dele. Mas não ia com ideias de o encontrar. Ia simplesmente com vontade de um café, quente, e de uma música calma que me fizesse descansar por uns minutos. Entrei e encontrei a mesma menina de sempre, com a mesma cara de sempre, a mesma voz quase muda de sempre e a mesma simpatia que é habitual. Rapidamente lhe pedi um café. Para além do café trouxe-me também um cinzeiro. Esbocei um sorriso. Parece que somos clientes habituais. Mas a verdade é que eu não fumo. Mas hoje gostava de o ter feito. Faltava-me algo que acompanhasse aquele café, que por sinal estava bastante bom.
A tal mulher continuava lá. Sentei-me no mesmo sitio de sempre e ela olhava-me com bastante frequência. Ainda mantinha a mesma folha de papel e a mesma caneta na mão. A sua atenção oscilava entre mim e o texto que escrevia. Uau, se calhar é uma escrita meia famosa meia desconhecida e vou ser uma das personagens principais do seu livro. Confesso que era engraçado. Ainda estive lá uns bons minutos. Encostei-me numa daquelas cadeias fofinhas onde costumo sentar-me com ele, ou no seu colo, e mostrar-lhe um teste de psicologia, dar-lhe um abraço, contar uma daquelas histórias mirabolantes de quando éramos mais novos e relembrar velhos tempos. Ás vezes ele ainda perde tempo e explicar-me o sistema que o controla. Mas até nessas altura eu me sinto meia loira, porque nem sempre é fácil entender aquela cabecita maluca. Mas adoro aquele jeitinho de falar, aquele sorriso e aquela mão na minha cara, ou na minha perna, ou seja onde for. E é bom estar ali com ele, naqueles diálogos só nossos em que mais ninguém participa.
Quando me apercebi naquilo em que pensava rapidamente fiz um intervalo e acabei por não ter o que fazer ali e sai novamente. Desta vez definitivamente. Já nada me prendia ali a não ser o olhar atento da tal mulher que arriscaria dizer que, no caso de não ser escritora era lésbica…ou bi, porque ser bi agora está na moda…
E voltei a entrar na camioneta…





«Sabes como é que eu sei, que quando eu seguro a tua mão assim tu gostas? Porque me imagino a sentir o mesmo…»
*gosto-te*

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Eu já sabia qual o tipo de frase que ias dizer, qual a expressão que irias fazer, ate os gestos que irias compor. Mas de certa forma sempre tive uma vaga esperança que no fim de contas acabasse por ser uma coisa encarada de uma forma perfeitamente normal. Porque no fundo, é normal! Eu posso dizer que entendo, porque entendo, mas não posso dizer que concordo, nem que ache «justo». Pelo simples facto de que, e não só por isso, eu não seria capaz de fazer uma cena dessas.
Mas eu já devia conhecer esse teu feitio e essas manias. Essa forma de pensar absolutamente egoísta. Mas pelos vistos não conheço. E eu mesma, quando reparo bem, também sou egoísta, sim, é verdade…também estou a opinar numa coisa em que o meu interesse era máximo, mas seja como for todos temos parte activa nisto.
Eu antes ainda era capaz de mandar uns berros, de criar uma discussão, de fazer daquilo um campo de insultos mútuos, mas hoje em dia prefiro olhar 90 minutos por uma puta de uma janela de uma sala de aula. Eu tenho essa mesma conversa estúpida, dou esses mesmos berros, irrito-me, de tão furiosa que estou, mas apenas em silêncio, para mim mesma…porque no final de contas acaba por ser uma discussão perfeitamente inútil uma vez que não vamos chegar a conclusão absolutamente nenhuma, porque não vamos mesmo. E mesmo que fossemos, isto é assunto morto para mim.
Ele pode ate ser cínico (não estou a dizer que é), pode dizer uma coisa na minha frente e outra nas minhas costas, mas na altura é sempre, mas sempre mesmo, aquele que está lá para aturar as minhas cenas, para ouvir os meus desabafos sejam eles ou não, do seu agrado. E procura-me. E preocupa-se no final com aquilo que eu sinto. Mas não gosta de tomar partidos de nada nem de ninguém. Por assim dizer dá-se bem com deus e com o diabo. E apesar de, se fosse uma qualquer outra pessoa, eu achar falso, acho óptimo. Acho que acima de tudo aquilo para ele é amizade. E sincera. E equitativa. E eu gosto disso. Porque ele é capaz de me mandar a merda, com um eufemismo simpático e dizer que não concorda. Mas antes de tudo isso é capaz de ouvir com atenção e naquele jeito desajeitado até concordar connosco. Ou convosco.
Ela opta por não tomar partido de ninguém, por nem sequer opinar, e é uma sábia decisão…ainda que estúpida. Ou talvez estúpido fosse meter-se no meio de nós. Ainda que loira, é inteligente…e seja ela a favor ou contra eu gosto dela.
É tanta coisa, e não sai nada…

*texto estúpido *


Mas nem quero falar mais disto. Não vou. E para mim é assunto encerrado…



* Obrigado pela tarde, mesmo…! Obrigada pelos beijinhos, pelos abraços sem razão alguma, por estudares comigo, por me fazeres feliz… E desculpa (tu sabes)…com sentimento...lool*


domingo, 3 de dezembro de 2006

Aproxima-se aquela época de presentes e acções completamente banais como dirigirmo-nos a um shopping com a ideia de adquirirmos mais um daqueles objectos, por vezes inúteis, para oferecermos a alguém de quem gostamos. Uma mariquice como diria o meu amor. E talvez seja mesmo. Talvez o natal se tenha tornado um «feriado comercial». Não que eu me importe com isso, porque para mim sempre foi uma alegria imensa poder abrir os presentes antes da meia noite…:p
Nunca participei numa verdadeira festa de natal. Nunca fui a uma festa daquelas em que a família toda se reúne para passar a noite de natal. E talvez me falte esse espírito! Talvez o natal para mim apenas signifique prendas e um gasto excessivo do meu precioso dinheiro, que com algum custo tento poupar. Tem-se revelado uma tarefa deveras difícil!!
Bem, de qualquer forma este ano não deverá ser diferente do ano passado e por isso, talvez a passagem de 24 para 25 de Dezembro seja um dia absolutamente comum…
É que nem sequer aquele pedaço de troncos, verde, nós enfeitamos com bolinhas amarelas, aquelas fitas reluzentes e as tais luzinhas que piscam dia e noite ao som de uma qualquer música que insiste em preencher o vazio da noite.
E se pensarmos um pouquinho só, não é difícil perceber o porquê da falta de comemoração. Não que alguma vez tenha festejado com ele. Simplesmente pela data em si. Pelo acontecimento negativo na sua globalidade.
Gostava de dizer que este natal havia sido diferente por uma razão feliz para todos. Mas por mais que me esforce, essa razão não aparece. Pelo contrário. Se não fosse por ele…seria por ela. Sempre foi a prenda dela que eu abri primeiro...


Amo-te bebé. :) *Amei ontem...*
No outro dia ele veio com uma conversa estranha de psicólogo ou algo semelhante para eu desabafar. Alguém para eu contar as minhas frustrações e partilhar os meus problemas. Ou talvez um familiar. Mas de repente não me ocorre ninguém a quem eu queira contar a minha vidinha toda. A quem eu queira dizer que a morte dela deu cabo de mim. E que me passo sempre que surge um entrave entre nós os dois, porque sou doida por ele.
Não acho que alguém me possa ajudar, porque talvez eu não queira ser ajudada. Não que eu goste de me sentir assim, não que isso de alguma forma me ajude, muito pelo contrário, mas acho que isto é algo que se resolverá apenas comigo mesma e com o tempo. Talvez eu tenha mudado um pouco a minha forma de estar, a minha maneira de ser.
Quando olho à volta não vejo metade dos amigos que tinha. E se isso por um lado me entristece, por outro passa-me completamente ao lado, porque eu não quero estar com nenhum deles. Isso não quer dizer que não goste deles, nem nada parecido. Significa apenas que me afastei até de mim própria….e não sei lidar com isso.