sábado, 24 de março de 2007

Hoje é dia de limpeza semanal. Devia estar preocupada em sacudir o pó dos móveis e aspirar o cotôn dos tapetes, mas só me apetece escrever algo, embora não imagine o quê.
Antigamente eu dedicava-me a este blog e escrevia até mais que um post por dia, mas ultimamente a inspiração tem-me traído e a vontade de passar mais de uma hora sentada em frente a esta máquina simpática, já não me agrada tanto como antes. Tenho esperança que com as férias arranje mais disposição para me dedicar a escrever linhas e linhas de dias perfeitos.
Ontem, quando me senti acordar, imediatamente pensei que mesmo que te acordasse não ias abrir as pestaninhas como havias feito nos dois dias anteriores. Instinto feminino. E não me enganei não é popinho? Enfim, tinha prometido a mim mesma que não ia desesperar nem ficar completamente alterada. Ia fazer o meu dia, normalmente, e talvez passar por tua casa para te arrancar da cama. Não me sentia muito à-vontade com a ideia mas devo confessar que até foi engraçado. Eu gostei daquele «nos entendemo-nos sempre». Sabes, pensando bem, ultimamente eu ando mesmo intolerante. Acho que na realidade já não sou capaz de encarar uma brincadeira…mas nem sei como mudar isso. Eu sei que te tiro muitas vezes do sério, e que são mais as vezes em que pareço uma miúda, do que aquelas em que me porto como uma mulher, mas sei também, que tens a noção que não o faço propositadamente. É naturalmente. Eu sei que nem sempre vais ter essa disposição para entender aquilo que eu sinto…Mas sabes como são importantes as brincadeirinhas e os abraços vindos do nada. Os momentos especiais…
Enquanto conversávamos, durante a tarde, gostei de perceber que sentes o mesmo que eu, no que toca à nossa relação. Foi mesmo importante, sentir que pensamos da mesma forma, embora nem sempre o demonstremos. Há uns tempos atrás queixava-me de não te conhecer tão bem quanto gostaria. Hoje em dia, acho que temos vindo a fazer progressos. Acho que posso afirmar com mais certeza que, hoje, conheço bem o teu feitiozinho. Talvez não tão bem quanto gostaria mas também não se pode ter tudo. E com o tempo e a paciência certas eu sei que consigo. Provavelmente o facto de nos conhecermos bem, não impede algumas das discussõezitas que temos mas embora eu deteste me chatear contigo, às vezes tenho mesmo que explodir, muito embora saiba que depois me arrependo…tu também…ou não?? «That’s what love is all about…»





Ontem foi mais um dia de convívio social, promovido pela nossa estimada docente, que, diz ela, lecciona psicologia. Lol. Fim de aulas…Finally!

quinta-feira, 22 de março de 2007

Cause everytime we touch, I get this feeling.
And everytime we kiss I swear I can fly.
Can't you feel my heart beat fast, I want this to last.
Need you by my side.
Cause everytime we touch, I feel this static.
And everytime we kiss, I reach for the sky.
Can't you feel hear my heart beat slow
I can't let you go.
Want you in my life.



Your arms are my castle, you heart is my sky.
They wipe away tears that I cry.
The good and the bad times, we've been trough them all.
You make me rise when I fall.









[Mesmo que por vezes as nossas opiniões sejam divergentes...adoro-te bé]








quarta-feira, 21 de março de 2007

Não sei porquê mas aparentemente ultimamente está toda a gente maluca nesta casa. São os jantares de discussões constantes e as manhãs da histeria habitual, e sinceramente começo a não ter o mínimo de paciência para estes convívios familiares tão agitados.
Ontem pela manhã foi o início de mais um dia agradável passado em família. Acontece que no famigerado «Dia do Pai» estava animadamente a confraternizar com um cliente habitual da empresa que os meus pais dirigem, quando o referido me diz que já recebeu a sua prenda de dia do pai e me pergunta se eu já havia entregue a minha, ao que respondi negativamente. Instintivamente sorriu e disse «Ah, mas tem que dar…» e eu retorqui «Acha que ele merece?» num tom de profunda brincadeira. A conversa acabou poucos minutos depois e ambos regressamos a casa.
Uma vez que já havia comprado a prenda que pensava oferecer e como me encontrava doente, optei por jantar e ir dormir e no dia seguinte pensaria em entregar a tal prenda comprada pelo menos duas semanas antes. Não pensei que o momento em que a entregaria fosse importante. Pensei que contasse mais o sentimento com que a escolhi, a comprei e com o qual a daria. Mas de certo me enganei porque no dia seguinte, enquanto tomava banho, senti uma histérica entrar-me no quarto de banho e dizer que ainda não tinha entregue a prenda e bla bla bla e que era uma ingrata e aquelas coisas que as mães gostam de dizer aos filhos para reconforta-los.
Desde esse dia tenho em casa um homem de 47 anos que mais parece o meu primo com 8. No lugar de um pai sensato, capaz de entender a minha doença e falta de disponibilidade, tenho um puto amuado cuja opinião vale mais que a palavra de Cristo em terra sagrada.
Este é um mero episódio dos muitos que vivo constantemente. Provavelmente nem sequer tenho do que me queixar mas estou esgotada de ter que viver neste ambiente desgastante de discussões a todas as horas e acusações constantes. Não preciso disto para viver.
Hoje não gostei particularmente da atitude dela. Num dos seus habituais ataques de histeria disse-me «vai lá viver com o teu amigo». (por meu amigo entenda-se meu namorado). E sinceramente? O que eu mais queria neste momento era de facto poder sair daqui e viver num outro sitio.
Sinto-me cansada de lutar contra a maré, de ser sempre o elo da discórdia e o ponto de desentendimento. Estou cansada de discussões porque eu digo que vou ao cinema e há roupa em casa para passar a ferro. Estou pelos cabelos de ter que mentir para poder ser eu, farta de não poder responder à letra às acusações com medo de ferir os sentimentos de alguém quando esse alguém fere os meus. Estou farta de tentar ter as atitudes correctas e ninguém ligar a isso. Estou simplesmente cansada de viver aqui…
Por mais que me esforce não consigo ser aquela pessoa que ele idealizou para mim. Eu não sou a menina marrona que só vê livros à frentes, que tem grandes médias, que não namora nem sai de casa aos fins de semana. Eu não sou assim. Não sou a filha perfeita que arruma todos os dias a casa para a mãe que vem cansada do trabalho. Não sou a boneca de pano que assente com a cabeça a toda e qualquer afirmação…
Eu sou uma pessoa simples, que gosta de aproveitar os momentos. Já fui boa aluna. Hoje gosto mais de um passeio à beira rio ou uma rapidinha no quarto dele. Nunca fui a filha perfeita, sempre gostei do meu espaço e do meu tempo dedicado absolutamente a mim própria ou a alguém interessante que precise da minha atenção. Sempre fui o árbitro de discussões entre o casal que eles formam e muitas foram as vezes em que sai mais prejudicada do que algum deles.
Eu só quero ser eu e mais ninguém. Só quero poder exprimir-me e sentir as coisas como eu quero e não como eles querem. Foda-se, ninguém é perfeito, eu também não sou. Aceitem isso de uma vez por todas.


Oh miúda, onde estiveres sabes que eu sofro por ti…sabes que todos os dias mais que muitas lágrimas são derramadas em teu nome. Adoro-te tanto…


Bé, obrigada por ontem. Pelos abraços e pelo silêncio que disse mais que muitas palavras. Amo-te tanto pah…nem tenho palavras….obrigada por fazeres parte de mim. Não sei viver sem ti popinho!