segunda-feira, 2 de novembro de 2009






"...que era o teu corpo que estava do meu lado e me deixava louco, chamavas-me de namorado e mais um pouco...."





domingo, 1 de novembro de 2009

"Era tudo quando ela me dizia "Bem-vindo a casa", numa voz bem calma
Acabado de entrar, pensava como reconforta a alma
nunca tão poucas palavras tiveram tanto significado
e de repente era assim, do nada, como um ser iluminado
tudo fazia sentido, respirar fazia sentido, andar fazia sentido, todo o pequeno pormenor em pensamento perdido
era isto que realmente importava, não qualquer outro tipo de gratificação
Não o que se ganhava não o que se dizia de nós não, não, não
um novo carro, uma boa poupança, nem sequer a família, ou a tal aliança - nada...
Apenas duas palavras, um artigo, formavam a resposta universal
A minha pedra filosofal
Seguia para dentro do nosso pequeno universo
Um pouco disperso - pronto, dísponivel para ser submerso
Naquele mar de temperatura amena que a minha pequena abria para mim sempre tranquila e serena

Tento ter a força para levar o que é meu
Sei que às vezes vai também um pouco de nós
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta, eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Quando queremos nós ter um sorriso maior

Bem-vindo a casa dizia quando saía de dentro dela
O bonito paradoxo inventado por aquela dama bela
Em dias que o tempo parou, gravou, dançou, não tou capaz de ir atrás, mas vou
porque sou trapalhão, perdi a chave, nem sei o caminho
nestes dias difusos em que ando sozinho, definho
à procura de uma casa nova do caixão até a cova
o percurso é duro em toda a linha, sempre à prova

Tento ter a força para levar o que é meu
Sei que às vezes vai também um pouco de nós
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta, eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Quando queremos nós ter um sorriso maior

Por isso escrevo na esperança que ela ouça o meu pedido de desculpas, de socorro, de abrigo
não consigo ver uma razão para continuar a viver sem a felicidade do meu lar
da minha casa, doce casa, já ouviram falar?
É o refúgio de uma mulher que deus ousou criar
Com o simples e único propósito de me abrigar
Não vejo a hora de voltar lá para dentro, faz frio cá fora
Faz tanto frio cá fora que eu já não vejo a hora..."

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Desde aquele domingo que não sei como me hei-de sentir. Na altura pensei que seria uma coisa passageira, que bastariam umas horas para chegares àquela (tua) conclusão tão importante. Mas afinal enganei-me. O meu maior erro é pensar nesse aspecto és como eu. Que te lembras dos momentos, e que pensas nas coisas que me fazes sentir. Por isso, pensei verdadeiramente que te ias esforçar por resolver as coisas o melhor que soubesses. Mas engano-me sempre que penso assim. Há anos que sei que não é verdade mas vivo na ilusão que um dia será diferente e que serei eu a dizer que vou embora e tu a pedires que fique.
Há dias que ando triste, há dias que não me concentro em nada, que me sinto sozinha e chorona, mas tenho tentado manter-me sempre o melhor que posso. Tenho feito um esforço enorme por pôr para trás das costas as coisas más que tenho vivido. Consequência disso tenho feito umas coisas estúpidas. Tenho faltado a muitas aulas, tenho desistido de alguns objectivos, tenho posto de lado algumas coisas que para mim são importantes, mas sinto-me tão apática que só tento que tudo fique bem. Até quando fico ao pé dele só porque sei que o fumo dos tarolos me põe ligeiramente 'alegre', sei que sou estúpida. Mas faço-o de qualquer maneira porque seja como for já não estás aqui comigo. Já não queres saber de mim.
Custa-me acreditar que depois de tantos anos fiquemos assim, longe...desta vez, não sei porquê mas sinto que foi diferente. Mas não sei sinceramente no que acreditar. Não sei o que pensar do que se passou, e por mais que tente não pensar nisso, o assunto não me sai da cabeça, nem mesmo de noite.
Deito-me super cedo, não aguento ter que passar mais horas do dia a batalhar contra o mesmo tema, e chego à cama e já só quero adormecer, no escuro do silêncio, sem medo de não acordar.
Hoje sonhei que estavamos ao pé da tua cama e que pousavas barrinhas kinder na estante gigante que tens no quarto. E é tão ridiculo...e por outro lado parecia tão real que por momentos fiquei verdadeiramente feliz. Já antes disso tinha sonhado contigo e acordei de repente sem saber bem onde estava, mas rapidamente voltei à realidade. Da segunda vez que acordei já eram seis da manhã e estava na cama sim, mas na minha e sozinha. Nem as barrinhas kinder existiam...
Meu deus, sinto tanto a tua falta que às vezes penso que vou deixar de respirar só de pensar na possibilidade de nunca mais te ter. Não sei como lidar com isto. Nunca soube e nunca hei-de saber.
Não sei se esta foi a última vez, se é mais uma daquelas vezes em que vamos por caminhos separados mas eventualmente nos encontramos. E tenho muito medo. Tenho mesmo muito medo. Estou em pánico. Sou dependente por vontade e não me arrependo de nenhuma das dependências que criei de ti. Hoje sofro por isso mas engulo em silêncio porque...porque quando olho para o lado já não te vejo...

A culpa foi minha. Abusei da tua boa vontade e do teu carinho e levei as minhas birras demasiado sério, levei os meus problemas para a tua cama, levei os meus traumas para os nossos momentos, levei as minhas frustrações para os cigarros fumados na varanda e as minhas crises para os passeios depois do café. Acima de tudo deves pensar que levei as minhas choradeiras para o quarto, para a sala, para o escritório, até mesmo para a casa de banho...Sou uma criança, como me chamas por vezes. Sou tão pequenina que sempre que me sorris me recuso a crescer. E com as minhas infantilidades chegaste ao teu ponto de ruptura. Atingiste aquele limite em que já não aguentas mais. Não tenho mundos e fundos para te prometer mas sei que se tivesse não faria a menor diferença...Tens tanto carácter! Esforço-me por compreender. Durante aqueles dias tentei mesmo aceitar, mas fui tão estúpida que não me consegui controlar e agora estou sozinha...Aquele era o teu tempo, o teu espaço, e eu, ainda que tua namorada, não tinha o direito de interferir e eu não percebi isso...Eu só queria que tudo passasse rápido e que me pudesse perder nesse teu abraço outra vez.

Hoje ficam as memórias. Ficam os beijos, os abraços, os carinhos. Sabes? No topo da lista ficam todas as conversas que tivemos entre lençóis e que nunca partilhamos com mais ninguém. Os verdadeiros momentos.

E sabes outra coisa? Há pouca coisa que não tenhamos feito juntos e sinto-me tão feliz por isso, que por momentos consegui deixar de chorar.


Amo-te tanto... Não tens ideia!


Better man - Pearl Jam

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Tempo de férias. Estas férias esqueci-me um pouco deste escrever rotineiro. Dediquei-me quase exclusivamente a pequenas viagens e sobretudo à leitura. Confesso que passei metade do tempo agarrada a folhas recicladas de livros sem fim. Li imenso e dedici cultivar-me. E fiquei extremamente feliz com esta minha decisão.
Agora o tempo de férias acabou e é tempo de trabalhar. Novos tempos e novo estágio. Mero e-mail formal, uma entrevista e pumba, cá estou eu, fechada numa redação todo o dia, a trabalhar quase exclusivamente em política. E não entendam mal, adoro escrever e adoro fazer artigos sobre política, ainda que regional, mas estar fechada todo o dia nunca fez parte dos meus planos.
Por isso prezo, de uma forma quase estúpida, a minha merecida hora de almoço, em que saio para dar um grande, um enorme, passeio enquanto reparo nas montras da cidade e me esqueço das pessoas.
O ambiente aqui é calmo, posso ter a paz e tranquilidade que tanto prezo mas sinto-me presa, amarrada a uma secretária horas a fio, sem nada fazer além de telefonemas e artigos.
A desvantagem aqui é não fazer fotografia. Estava habituada a escrever os artigos e bater as fotos, editá-las e fazer delas o que muito bem apetece. A acompanhar os meus textos tinha sempre fotos adequadas, com qualidade, tiradas pela minha pessoa, ou por ele, para mim o único bom fotografo com quem já trabalhei.
Muitas vezes se não fosse ele, não conseguia dar conta de todo o trabalho que me surge entre mãos, de um e de outro jornal, e agradeço-lhe a sempre existente disponibilidade e prontidão para me acompanhar e fazer aquele que é o meu trabalho.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Hoje em dia esta muito em voga a utilização de transportes públicos. São mais económicos que o carro pessoal e todos queremos ser amigos do ambiente! Se essa alternativa for evidente no orçamento familiar no final do mês, melhor ainda.

Eu por exemplo, durante anos andei de camioneta. Pela localização, hoje em dia opto pelo comboio. É cómodo, rápido e o mais importante, é bastante em conta quando comparado a outros meios de transporte.

À semelhança de muitas outras pessoas, a minha viagem termina na estação de General Torres...

Refiro-me evidentemente à viagem de comboio porque no que respeita aos lanços de escadas necessários de subir para chegar a saída, a historia é diferente.

É, atrevo-me a dizer, inadmissível que uma estação tão grande como a de General Torres não tenha escadas rolantes, um elevador, ou uma qualquer alternativa a cinco lanços de escadas.

Não falo especialmente por mim, subir e descer 64 escadas todos os dias, às vezes mais que uma vez, já foi mais cansativo, mas a realidade é que para as pessoas mais idosas ou com uma mobilidade mais reduzida e uma tarefa morosa e complicada de se executar.

Será assim tão complicada a colocação de umas escadas rolantes para que as pessoas se possam deslocar com uma indiscutivel facilidade?

terça-feira, 12 de maio de 2009

sábado, 9 de maio de 2009

Sabia que este dia ia chegar.

Quando há este tipo de eventos no ISLA fico sempre a pensar que um dia acaba de vez.
O ano passado foi o primeiro, foi o terminar de uma etapa importante e o fim do sacrificio. Este ano já foi o culminar de meses de satisfação e orgulho. Mas para o ano é o fim. É o fim e eu não quero enfrentá-lo. Não quero que acabe.



Quando ele me deu a fita dele percebi que era mesmo verdade. Ele chegou ao fim e vai embora. Vai embora e eu vou sentir a falta dele. Um pedaço de fita não dá para escrever metade do que lhe queria dizer. Sou melodramática mas gosto da companhia dele. Foi a primeira pessoa com quem simpatizei e sei que vou sentir a falta dele.

Hoje de tarde pus-me a ver blogs, hi5's e assemelhados e lê-se em muitos o banal "orgulho em ti padrinho / madrinha". Alguns são uma valente treta porque a falta de conhecimento um do outro é tão grande que nem sequer podem dizer que têm uma relação. Mas têm orgulho...

Nós não. Sei que criamos uma relação. Temos as nossas "turras" como toda a gente e sei que tenho um feitio fudido de aturar, mas somos amigos. Somos padrinho e afilhada e tenho orgulho nisso. Tenho orgulho em ti, na pessoa que és e na relação que desenvolvemos.

E tenho ciúmes do bastardo. Às vezes acho que ele é mais da "família" do que eu e não gosto porque sempre disse que não gostava de te dividir com ninguém (enquanto padrinho, entenda-se).




És o maior e tenho o maior orgulho em ti. Vou ter saudades tuas, à brava mesmo. Tenho pena que te vás embora.


Desejo-te as maiores felicidades.
=)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Hoje cansei-me de tentar perceber qual é o problema. Durante dias questionei-me sobre a minha conduta e o que poderia ter feito mal, mas chego à conclusão de nada. A minha conclusão é nada. E não me posso chatear com isso. Decidi que tenho que aprender a controlar os meus nervos e que nem tudo podem ser dores de cabeça incriveis e pesadelos tamanhos que não me deixem dormir.


Eu sou sempre a gaja stressada, a menina que faz tudo a tempo e horas, que se preocupa, que chega sempre primeiro que os outros, que é responsável e atinada. Estou tão cansada de me dispor a ajudar os outros e de me virarem as costas quando sou eu que preciso de alguma coisa.



Uma vez ele disse-me, sem rodeios, que as pessoas me usavam. Pela minha cabeça e pelos meus materiais. E não quero acreditar mas chego à triste conclusão que é verdade. Às vezes pergunto-me qual será a minha verdadeira utilidade porque muitas vezes não devo passar de um "fantoche" mais ou menos disponivel a fazer tudo certinho e direitinho.



Eu levanto-me de manhã para ajudar outros a fazer trabalhos e eles não aparecem, levanto-me porque combino com outros trabalhos e eles em cima da hora avisam-me que não podem vir, eu disponho-me a ajudar e ainda tenho que esperar por eles...e uma lista infindável de outros tantos semelhantes.
Mas depois quando é para mim nunca ninguém está disponivel porque a Patrícia tem capacidade para fazer tudo sozinha. A Patrícia é inteligente, ela que se desenmerde (não sei se é assim que se escreve, se não for azar, ninguém te obriga a ler).
E hoje senti-me realmente frustrada.




Não duvido que ela estivesse doente mas para mim responsabilidade é responsabilidade e não concebo que as pessoas sejam assim porque eu não sou. Não sou capaz de deixar ninguém na prancha só porque sim.
Mas os outros são e eu não posso ter peso na consciência em ser também. O mundo é feito de egoístas, é a sociedade individualizada como diz o Wolton...


segunda-feira, 27 de abril de 2009



Não entendo. Eu sei que ele era contra a minha decisão e fi-lo de qualquer maneira...Só não pensei que isso nos fosse distanciar de tal maneira que as conversas pré e pós-aula fossem acabar.






Eu gosto dele. Não queria este tipo de mágoa e ressentimento.





Hoje a mãe dela fez anos. Deve ter sido uma dor enorme mais um ano celebrado sem a presença dela. Ela era singular.
Tenho saudades. Muitas saudades.




sexta-feira, 24 de abril de 2009

Não foi nenhuma boca. Não teve sequer intenção de ser um texto para picar alguém.
Foi simplesmente uma opinião sincera. E tive pena que aquela conversa tivesse acabado tão rapidamente.

"Você não presta". É verdade, não presto. Mas no bom sentido.



Ontem acabei por me vir embora mais cedo do que gostaria e não tirei as fotos para as quais levei a máquina. Mas ele trabalhava hoje de manhã. Não tive coragem para pedir para me vir buscar mais tarde.







Lá em cima eram Ibizas, Leons FR, um série um (bmw), altos subs e um S320. Mas qual crise?






terça-feira, 21 de abril de 2009

Sinto que já não é a mesma coisa. Parece que desde que me decidi ficou tudo diferente. Tinha medo disso, tinha medo que a minha decisão acabasse por influenciar a nossa relação e duma maneira ou de outra foi o que aconteceu.
Não sei se é propositado ou não mas sinto-o diferente. Sinto-o afastado e despreocupado. Eu sei que o mundo não gira à minha volta mas parece que algo está diferente.



Será da minha cabeça?







Hoje, com ele, vi um RX-8 =)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Às vezes acho que estou a fazer tudo bem e acabo por fazer tudo mal. Não é de propósito, é a minha necessidade de controlar tudo e estar em cima do acontecimento a todo o momento.
Sempre fui assim e parece que não tenho maneira de me controlar.

Eu sei que isso te irrita e que ficas mesmo chateado mas a minha intenção nunca é essa, nunca é criar entraves entre nós.
Só gostava que estivesse sempre tudo bem. Sempre paz e amor, sem chatices nem assuntos complicados.

És-me tudo!

segunda-feira, 13 de abril de 2009



Desde que me lembro que estou com ele. Já não tenho noção de como era quando não estava. Para mim já estamos juntos há tanto tempo que me parece que estou com ele desde sempre. Sei que não é verdade mas depois de tanto tempo custa imaginar que seja de outra forma.
Eu sei que sou uma fraca, um coração de manteiga e um cata-vento. Mas ele é o mundo para mim. Durante a minha vida tive 3 namorados. Dois naquela fase primária da adolescência que me ensinaram um par de coisas sobre a vida, e outro agora e já de há muito tempo.

Quando o Miguel apareceu na minha vida eu era uma miúda. Sonhos de criança e esperança de um mundo cor-de-rosa que, hoje sei, não existe. Ele sempre foi um rapaz diferente dos outros, em todos os aspectos possíveis e imaginários. Sempre me mostrou o mundo de outra forma e de certa maneira era isso que me encantava nele. Com o passar do tempo surgiu a paixoneta pelo menino destemido e seguro de si. Dava-me paz e trazia-me sobretudo uma segurança e um sentido de protecção enorme. E entreguei-me de alma e coração porque me sentia bem. Porque ele me fazia sentir bem. Sentir especial. Ainda hoje naqueles momentos só nossos em que somos duas crianças entre beijos, abraços e conversas sérias me sinto assim.
Com ele vivi momentos decisivos na minha vida. Foi ele que me ajudou a superar os meus maiores medos e entraves pessoais. Ainda hoje é ele que me ajuda quando entro naquele stress enorme.

Ele estava comigo quando ela morreu. Os dois sozinhos no quarto quando recebi a chamada da Mafalda a dizer-me que a amiga com quem passei os anos mais importantes da minha vida tinha ido embora. Foi ele que esteve lá para me segurar quando escorreguei porta abaixo de lágrimas nos olhos, sem conseguir conter a frustração e tristeza. Ele esteve comigo quando tive que dar a notícia a outras pessoas e ainda hoje está comigo quando tenho uma crise de choro porque tenho saudades dela. Porque sinto muito a falta dela.

Também está comigo quando sinto a falta dele.

No fundo ele ajudou-me a superar a perda das pessoas especiais que ambos eram para mim. Cada um à sua maneira. É por isso que quando nos chateamos sinto imenso a falta dele. Porque sempre o tive comigo nos momentos difíceis.


Eu sei que ele não é perfeito. Sei que muitas vezes não me trata como eu mereço, e eu mereço muito mais do que tenho. Eu faço tudo por ele e às vezes sinto-me injustiçada. Mas quando conversamos sobre o assunto sei que ele me ama. É idiota mas tem tanto medo como eu. É como ele diz, já partilhamos tantas coisas que é impossível imaginarmo-nos um sem o outro. E sinto-me muito feliz quando ouço isso porque é a certeza de que significa tanto para mim como para ele.



Ele é o amor da minha vida. Mesmo quando toda a gente discorda de nós e do facto de estarmos juntos. Entristece-me que os amigos pensem isso porque eu não penso isso de ninguém. Custa-me que existam pessoas que não queiram que estejamos juntos porque ele é parte de mim e eu dele. Desgosta-me imenso quando ouço "ele não é homem para ti" porque ele é bem mais, mas bem mais do que aquilo que as pessoas conhecem. Entre quatro paredes somos os dois, somos só os dois puros e despidos de preconceitos. Não entre quatro paredes na cama. Na cama sim, mas sem o sentido conotativo depreciativo. Só e puramente deitados na cama, num abraço sem fim com meiguices e choradeira (minha claro).



Ele é o amor da minha vida. Por favor não duvidem disso!


domingo, 12 de abril de 2009

Ando sem grande vontade de perder tempo a escrever historinhas de encantar.

Foram as maiores férias. Boa companhia, grandes noites e momentos excelentes aqueles que passamos em 5 dias em Almeida. Amei todos os segundos.



***

sábado, 4 de abril de 2009

Hoje é o dia da decisão final.

Durante estes dias senti-me muito mal em pensar que demorei tanto tempo para criar uma relação estável e duradoura com ele, e de repente acabou-se tudo.
Tenho que admitir que ele foi uma besta porque é essa a verdade. E mais nenhuma, não adianta pôr-me com justificações e desculpas em que já ninguém acredita, nem mesmo eu.
Mas desta vez jurei que não o procuraria e não o fiz, por mais que me tenha custado e doído não o fiz. Não o fiz porque estava em causa a minha dignidade e o meu caracter, e mesmo não tendo sido assim tão forte, pelo menos passei a ideia que de me estava a aguentar.
Durante estes dias percebi que existem pessoas naquela faculdade que gostam mesmo de mim, e nunca tinha sentido isso antes, com aquela intensidade. E fez-me sentir bem porque tudo o que eu precisava naqueles momentos era, mais do que compreensão, carinho e conversa.

Desde aquele inesperado contacto, aquela sms que veio do nada e para perturbar a minha sanidade mental, que não tenho feito outra coisa senão pensar no assunto. Por um lado sinto-me feliz por não ter sido eu a dar o primeiro passo. Por outro sei que isso não significa absolutamente nada porque vou acabar por lhe fazer a vontade. A realidade é que não o faço por ele. Faço - o por mim porque sei que preciso desta oportunidade de férias para esclarecer a minha cabeça.
Sei que eventualmente, depois de um bom jantar e umas bebidas a mais nos vamos sentar sozinhos e falar sobre o assunto. Ou então não e vamos simplesmente dormir e tudo não passou de um sonho estúpido de uma miúda com 20 anos.

Sinto-me uma verdadeira criança, mas mais do que sentir sei que o sou porque não consegui manter-me firme na minha decisão e ser mais eu.
Prometo a mim mesma que, se alguma coisa se passar entre nós os dois durante estas férias, e depois disto tudo continuarmos uma relação, eu vou mudar como pessoa participante, como parte activa desta relação. E não calar-me mais a nada. Porque eu não sou assim.
Desta vez já me tinha capacitado mesmo que era o fim. Talvez não seja afinal. Mas se voltar ao que era sou eu que escrevo o ponto final.




sábado, 21 de março de 2009

Acho piada quando as pessoas dão palpites sobre a vida dos outros. Eu também dou mas geralmente nunca falo da boca para fora...

Nunca o piercing foi um assunto de vida ou de morte. É verdade que exagerei no assunto e que provavelmente fiz dele tema durante dias mas nunca foi por ser uma coisa além do banal. É banal sim, mas a banalidade às vezes também faz sentido e também nos faz sentir bem.
O meu maior problema sempre foi a opinião dele. Ele é único e é verdade que muitas vezes não nos entendemos mas é só porque somos muito parecidos. Apesar de algumas siituações em que me apetece sair e não o ver mais, tenho um orgulho desmedido nele e na pessoa que é, quando não tem uma mente quadrada. O dilema era exactamente eu ter a opinião dele tão em conta. E só fui capaz de fazer o piercing depois de uma conversa séria, como pai e filha, uma conversa longa e tranquila com aquela famosa frase do "tu és a minha menina". E sou, canso-me de saber que sim.

Tive medo da reacção dele. Tive receio de criar um clima estúpido e embirrento entre nós e por isso não o fiz mais cedo.
Afinal não aconteceu nada porque ele viu, não quis comentar e falamos bem um com o outro como se nada se tivesse passado.



Depois de tudo sinto-me realizada. Gosto do resultado e gosto de o ter feito.



Obrigado à Ritinha que foi comigo, pronta a ver-me chorar e gritar de desespero. Afinal não se passou nada...



E também tive a sua opinião em consideração, a sério que sim. E espero sinceramente que não seja um entrave naquilo que temos criado.

sábado, 14 de março de 2009

Ela foi a verdadeira desilusão para mim. Enquanto pude fiz tudo o que me foi possível para ajudá-la. Chegou a uma altura em que já nada fazia sentido e em que o agradecimento não veio, não em palavras mas em gestos e acções.
E fiquei desiludida. Fiquei muito desiludida porque pensei que ela fosse atinada, responsável e a mulher que sempre vi nela. Mas foi só impressão minha e os esforços foram em vão e nada deu resultado. As preocupações foram desnecessárias, as ajudas foram egoistamente esquecidas e a amizade e gestos bonitos, sentidos, foram todos postos de parte pelo despeito e desrespeito.

Não lhe admito que fale com pessoas que lhe querem bem da maneira que ela entende. E não lhe admito que não me tenha respeitado enquanto pessoa, enquanto amiga e enquanto madrinha.

Mas ela não quer saber. A ela não lhe pesa na consciência e a mim também não pode pesar. No fim de contas a estúpida fui eu...

sábado, 28 de fevereiro de 2009

É bom saber que além de mim há naquela turma pessoas que pensam pela sua própria cabeça e que são capazes de tomar as suas próprias atitudes com vista a um melhor resultado do que o obtido inicialmente.
Fico realmente feliz por ver que não sou a única revoltada com esta merdices, em português correcto.


Quando ela me telefona toda chateada com a nota dela quase não consegui acreditar no que estava a acontecer. Nessa altura estava eu a chorar, deitada no ombro dele, enquanto recebia miminhos imensos que não resolviam nada mas atenuavam o meu devaneio.

Não acredito sinceramente que a dita reunião sirva para muita coisa. A nota do indivíduo não vai ser alterada e ele certamente não vai mudar as nossas só para nos sentirmos felizes. E portanto vai ser uma inutilidade mas quero assisti-la nem que seja pelo divertimento e pela cara de pau com que ele justificará o 2 que o David tem na pauta.


Tive que levar com ele à hora de almoço. Sentei-me noutra mesa e no lugar mais longe que consegui ainda que inadvertidamente.

Quando dou por mim tenho alguém a beliscar-me o braço e a dizer "Olha, ele ainda anda com a pulseira do hospital!" Ora bem, hospital na quinta, hoje é sábado...E um banhinho no entretanto??
Mas em questões de higiene cada um sabe de si e por quem sois senhor Indivíduo, que o banho seja quando melhor lhe aprover.


Em suma, foi um bom dia, repleto de música e dança. Aquela música que depois de ouvida tantas vezes já não consigo excluir do meu imenso leque musical. É aquela queda que sempre tive para decorar letras de músicas. Não é propositado mas a verdade é que acontece com mais frequência do que a que eu gostaria.



* Hoje ele está extremamente irritante e eu estou sem ponta de paciência para amuos...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Força das circunstâncias troquei de telemóvel com ela e não tenho todos os números comigo. Por isso não conheço o remetente da sms com as notas de audiovisuais. Sortudo/a da pessoa.


O que é inconsebivel é que aquele cabrão tenha tido um 16. E vai dar merda, vai dar merda porque não estou para aturar profs idiotas com a mania que o gajo é vedeta. Mais três valores que eu...a propósito do quê? De não ter feito a ponta dum corno no trabalho? De não saber sequer ligar um computador? De não saber trabalhar com a câmara? Notas à pala dos outros até eu...

Com marketing nem sequer estou para me chatear, mas com este gajo? Vale tudo...Lá o A3 ainda estou como a Ritinha, Valha-lhe uma coisa boa no meio de tanta merda, mas com notas? Ninguém brinque comigo...


E vem prof da disciplina, vem director de curso e vem António Oliveira para a discussão, nem que seja para corroborar os factos.


Vem toda a gente porque eu vou arrastá-los, porque aquilo que eu digo não ultrapassa a verdade, é a verdade e nada mais que a verdade e ai de quem diga o contrário...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

De manhã, já mais calma da noite anterior, peguei no telemóvel e arrisquei a chamada.Ele recusou. Ligou-me de seguida.

Acabei por ganhar a minha. Vou de carro... =)