segunda-feira, 13 de abril de 2009



Desde que me lembro que estou com ele. Já não tenho noção de como era quando não estava. Para mim já estamos juntos há tanto tempo que me parece que estou com ele desde sempre. Sei que não é verdade mas depois de tanto tempo custa imaginar que seja de outra forma.
Eu sei que sou uma fraca, um coração de manteiga e um cata-vento. Mas ele é o mundo para mim. Durante a minha vida tive 3 namorados. Dois naquela fase primária da adolescência que me ensinaram um par de coisas sobre a vida, e outro agora e já de há muito tempo.

Quando o Miguel apareceu na minha vida eu era uma miúda. Sonhos de criança e esperança de um mundo cor-de-rosa que, hoje sei, não existe. Ele sempre foi um rapaz diferente dos outros, em todos os aspectos possíveis e imaginários. Sempre me mostrou o mundo de outra forma e de certa maneira era isso que me encantava nele. Com o passar do tempo surgiu a paixoneta pelo menino destemido e seguro de si. Dava-me paz e trazia-me sobretudo uma segurança e um sentido de protecção enorme. E entreguei-me de alma e coração porque me sentia bem. Porque ele me fazia sentir bem. Sentir especial. Ainda hoje naqueles momentos só nossos em que somos duas crianças entre beijos, abraços e conversas sérias me sinto assim.
Com ele vivi momentos decisivos na minha vida. Foi ele que me ajudou a superar os meus maiores medos e entraves pessoais. Ainda hoje é ele que me ajuda quando entro naquele stress enorme.

Ele estava comigo quando ela morreu. Os dois sozinhos no quarto quando recebi a chamada da Mafalda a dizer-me que a amiga com quem passei os anos mais importantes da minha vida tinha ido embora. Foi ele que esteve lá para me segurar quando escorreguei porta abaixo de lágrimas nos olhos, sem conseguir conter a frustração e tristeza. Ele esteve comigo quando tive que dar a notícia a outras pessoas e ainda hoje está comigo quando tenho uma crise de choro porque tenho saudades dela. Porque sinto muito a falta dela.

Também está comigo quando sinto a falta dele.

No fundo ele ajudou-me a superar a perda das pessoas especiais que ambos eram para mim. Cada um à sua maneira. É por isso que quando nos chateamos sinto imenso a falta dele. Porque sempre o tive comigo nos momentos difíceis.


Eu sei que ele não é perfeito. Sei que muitas vezes não me trata como eu mereço, e eu mereço muito mais do que tenho. Eu faço tudo por ele e às vezes sinto-me injustiçada. Mas quando conversamos sobre o assunto sei que ele me ama. É idiota mas tem tanto medo como eu. É como ele diz, já partilhamos tantas coisas que é impossível imaginarmo-nos um sem o outro. E sinto-me muito feliz quando ouço isso porque é a certeza de que significa tanto para mim como para ele.



Ele é o amor da minha vida. Mesmo quando toda a gente discorda de nós e do facto de estarmos juntos. Entristece-me que os amigos pensem isso porque eu não penso isso de ninguém. Custa-me que existam pessoas que não queiram que estejamos juntos porque ele é parte de mim e eu dele. Desgosta-me imenso quando ouço "ele não é homem para ti" porque ele é bem mais, mas bem mais do que aquilo que as pessoas conhecem. Entre quatro paredes somos os dois, somos só os dois puros e despidos de preconceitos. Não entre quatro paredes na cama. Na cama sim, mas sem o sentido conotativo depreciativo. Só e puramente deitados na cama, num abraço sem fim com meiguices e choradeira (minha claro).



Ele é o amor da minha vida. Por favor não duvidem disso!


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