Já aqui estive e já havia escrito um texto enorme que se foi, com a errada ideia de primir uma tecla desconhecida.
Como por magia, todos os sentimentos que havia depositado naquele grande pensamento da alma, desapareceram. Posso tentar escreve-los novamente mas já não terão a magnitude daquele, escrito no momento em que realmente o senti. Estou a divagar muito hoje...
Às vezes paro para pensar em tudo aquilo que antigamente faziamos juntos. De há uns tempos para cá, tenho-me apercebido que tudo isso se esfumou como uma nuvem de pó, em dia de limpezas semanais. Todo o companheirismo saiu porta fora e parece ter medo de voltar a entrar, assim como toda a amizade e carinho que esfriaram e não há meio de voltarem a aquecer. Momentaneamente sinto falta dessas alturas em que era uma menininha indefesa que carecia de dedicação e protecção de um pai extremoso e delicado. Erradamente, hoje a nossa relação traduz-se na irreverência de uma adolescente, por vezes indisciplinada e de um pai que projecta nela todo um protótipo de pessoa ideal. Aquela que ela nunca será. Custa-me reconhecer mas de facto, às vezes interrogo.me sobre a real veracidade daquilo que sabes de mim.
Eu sei que seria tudo mais fácil se eu pusesse de lado, aquilo que tu a que tu gostas de chamar arrogância e eu apelido de personalidade.
Talvez ambos estejamos errados mas detesto aquela forma de impor poder apenas com um olhar que deita por terra todos os meus argumentos, deveras mais certos que os teus.
No momento em que me vires como alguém que acima de tudo também sente, todas as nossas discussões, ou pelo menos parte delas, deixarão de ter bases que as suportem...e tudo voltará à paz de antes...ou entao, encontraremos simplesmente algo que nos distancie de novo.
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