Ainda está para nascer o dia em que o uso do carro pela minha pessoa não levante tumultos aqui em casa. Não entendo bem porquê. Sou uma gaja consciente, cautelosa, civica e sou, assumidamente, boa condutora. Não entendo porquê tanto problema com o carro, o objecto, a par da máquina fotográfica, que eu mais gosto.
Às vezes gostava que ele fosse mais flexível e menos casmurro. Gostava principalmente que deixasse de lado aquela figura de vítima que teima em apresentar em palco cada vez que as coisas não correm como ele deseja. Agradecia que deixasse isso numa casa que não a minha apenas e só porque não tenho a mais pequena pachorra para esse tipo de choraminguices.
Parece que ainda está para vir o dia em que vou puder tirar o carro e usá-lo a meu belo prazer. E quando isso acontecer nem vou conseguir acreditar porque o vício de ligar e dar explicações está de tal maneira enraizado em mim que não sei se algum dia me vou conseguir ver livre dele.
A verdade é pura e simples: o carro não é meu. Mas quando trato dele, o limpo, por dentro e por fora, sinto-me dona de cada pedacinho onde passo a esponja. Ele não anda com ele, mas tem a placa com o nome correspondente. Por mais que me tente convencer do contrário a realidade é esta, nua e crua. É por isso que invejo o Pedro, sempre com o seu A3, sem problemas e explicações. Aquela verdadeira máquina que nos leva a todo o lado, para grandes fins de semana, só nós os quatro no sossego de uma vila a beber um copo. Gostava de puder ser assim e revolta-me não conseguir.
Para eles é fácil dizer “Ah, mas dizes que vais comprar um carro para ti e ele deixa-se dessas merdas”! Não é bem assim, e por mais que me custe assumir é verdade. Até porque se o comprasse depois não teria dinheiro para o sustentar e essa é a arma que ele sempre poderá usar contra mim.
Não digo com isto que ele seja mau pai. Sempre foi um bom, e penso que mesmo aquando destas atitutdes crê estar a fazer o melhor para mim. O problema é que o episódio do roubo do carro não lhe sai da cabeça e eu acabo por ser levada por arrasto nesta maré de pessimismo e dúvidas constantes.
Amanhã vou acabar por deixar o meu em casa e ir no carro de alguém, a sentir-me triste comigo própria por não ter sido capaz de dar a volta por cima...
Às vezes gostava que ele fosse mais flexível e menos casmurro. Gostava principalmente que deixasse de lado aquela figura de vítima que teima em apresentar em palco cada vez que as coisas não correm como ele deseja. Agradecia que deixasse isso numa casa que não a minha apenas e só porque não tenho a mais pequena pachorra para esse tipo de choraminguices.
Parece que ainda está para vir o dia em que vou puder tirar o carro e usá-lo a meu belo prazer. E quando isso acontecer nem vou conseguir acreditar porque o vício de ligar e dar explicações está de tal maneira enraizado em mim que não sei se algum dia me vou conseguir ver livre dele.
A verdade é pura e simples: o carro não é meu. Mas quando trato dele, o limpo, por dentro e por fora, sinto-me dona de cada pedacinho onde passo a esponja. Ele não anda com ele, mas tem a placa com o nome correspondente. Por mais que me tente convencer do contrário a realidade é esta, nua e crua. É por isso que invejo o Pedro, sempre com o seu A3, sem problemas e explicações. Aquela verdadeira máquina que nos leva a todo o lado, para grandes fins de semana, só nós os quatro no sossego de uma vila a beber um copo. Gostava de puder ser assim e revolta-me não conseguir.
Para eles é fácil dizer “Ah, mas dizes que vais comprar um carro para ti e ele deixa-se dessas merdas”! Não é bem assim, e por mais que me custe assumir é verdade. Até porque se o comprasse depois não teria dinheiro para o sustentar e essa é a arma que ele sempre poderá usar contra mim.
Não digo com isto que ele seja mau pai. Sempre foi um bom, e penso que mesmo aquando destas atitutdes crê estar a fazer o melhor para mim. O problema é que o episódio do roubo do carro não lhe sai da cabeça e eu acabo por ser levada por arrasto nesta maré de pessimismo e dúvidas constantes.
Amanhã vou acabar por deixar o meu em casa e ir no carro de alguém, a sentir-me triste comigo própria por não ter sido capaz de dar a volta por cima...
Ou então vou mesmo desistir de ir porque é longe, aparentemente não tenho como vir e estou farta, completamente pelos cabelos de depender de alguém...
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