Quando cheguei aquela escola não conhecia ninguém.
Era o primeiro dia e estava nervosa. Lembro-me como se fosse hoje quando entraste naquela sala, vestida de ganga da cabeça aos pés, linda, com cabelos castanhos e olhos verdes. Aquela beleza descomunal que só tu tinhas.
Desde aquele momento gostei de ti. Logo falamos, com alguma desenvoltura.
Chamava-te Sofia porque sabia que não gostavas de Cátia e lembro-me como apreciavas disso.
Eu e tu sempre tivemos uma relação super especial. Nunca o dissemos, nunca falamos sobre isso uma à outra, mas ambas sabiamos que a outra sabia.
Éramos amigas, confidentes, companheiras de segredos e brincadeiras inocentes. Tu eras aquela eterna rebelde, destemida, com um amor à vida como nunca vi ninguém ter. Eu era mais tímida, mais caladinha, mas igualmente travessa. Apenas mais cobarde.
A nossa amizade sempre foi aquela coisa diferente. Eramos unidas, eramos amigas, eramos quase irmas. Passávamos fins de semana inteiros juntas, ocultavamos pequenas mentirinhas para aproveitarmos mais cinco segundos da companhia uma da outra, partilhavamos coisas só nossas. Eu adorava que ficasses aqui em casa. Adorava a prespectiva de um fim de semana na companhia da pessoa que eu mais gostava, adorava saber que gostavas. Adorava que segurasses na minha mão quando o medo do escuro era maior que a vontade de dormir.
Olhando para trás parece que te conheci toda a vida...
Passado tanto tempo a coisa que mais lamento foi toda a distância que criamos entre nós. E o facto de não termos sido capazes de a resolver. Sei que nunca foi por falta de vontade, sei que tinhas por mim o mesmo sentimento que eu tenho por ti. Foi apenas a preguiça, o adiar dos julgamentos de valor e da decisão de quem fala primeiro.
Hoje em dia arrependo-me amargamente de nunca ter sido capaz de dar o primeiro passo, de tomar a primeira atitude. Quando a Mafalda me ligou naquele dia de manhã nunca pensei que o resto do dia fosse o pior da minha vida.
Meu Deus Cátia, sinto tanto a tua falta...
Não imaginas...Não sabes o peso da culpa. Não sabes o quanto dói o arrependimento...
Era o primeiro dia e estava nervosa. Lembro-me como se fosse hoje quando entraste naquela sala, vestida de ganga da cabeça aos pés, linda, com cabelos castanhos e olhos verdes. Aquela beleza descomunal que só tu tinhas.
Desde aquele momento gostei de ti. Logo falamos, com alguma desenvoltura.
Chamava-te Sofia porque sabia que não gostavas de Cátia e lembro-me como apreciavas disso.
Eu e tu sempre tivemos uma relação super especial. Nunca o dissemos, nunca falamos sobre isso uma à outra, mas ambas sabiamos que a outra sabia.
Éramos amigas, confidentes, companheiras de segredos e brincadeiras inocentes. Tu eras aquela eterna rebelde, destemida, com um amor à vida como nunca vi ninguém ter. Eu era mais tímida, mais caladinha, mas igualmente travessa. Apenas mais cobarde.
A nossa amizade sempre foi aquela coisa diferente. Eramos unidas, eramos amigas, eramos quase irmas. Passávamos fins de semana inteiros juntas, ocultavamos pequenas mentirinhas para aproveitarmos mais cinco segundos da companhia uma da outra, partilhavamos coisas só nossas. Eu adorava que ficasses aqui em casa. Adorava a prespectiva de um fim de semana na companhia da pessoa que eu mais gostava, adorava saber que gostavas. Adorava que segurasses na minha mão quando o medo do escuro era maior que a vontade de dormir.
Olhando para trás parece que te conheci toda a vida...
Passado tanto tempo a coisa que mais lamento foi toda a distância que criamos entre nós. E o facto de não termos sido capazes de a resolver. Sei que nunca foi por falta de vontade, sei que tinhas por mim o mesmo sentimento que eu tenho por ti. Foi apenas a preguiça, o adiar dos julgamentos de valor e da decisão de quem fala primeiro.
Hoje em dia arrependo-me amargamente de nunca ter sido capaz de dar o primeiro passo, de tomar a primeira atitude. Quando a Mafalda me ligou naquele dia de manhã nunca pensei que o resto do dia fosse o pior da minha vida.
Meu Deus Cátia, sinto tanto a tua falta...
Não imaginas...Não sabes o peso da culpa. Não sabes o quanto dói o arrependimento...
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