Acho que da próxima vez que a vir tenho que lhe pedir desculpa. Não sei exactamente pelo que porque se bem me lembro não lhe fiz nada mas talvez lhe devesse algum respeito…e alguma consideração.
É certo que ela não tem nada a ver com a minha vida e estava ali apenas a fazer o papel dela mas de qualquer forma, sinto que fui incorrecta.
Hoje ele disse-me que eu não era nenhuma miserável nem tinha nenhuma vida deplorante ou outro qualquer adjectivo que de momento não me lembro. E não tenho mesmo. Mas por qualquer razão sinto-me assim. Desligada de tudo e de todos. Menos d’Ele. Para ele eu estou sempre presente.
Não o faço por mal, simplesmente flúi de dentro de mim esta má disposição e falta de paciência para tudo.
A morte abalou muita da minha vida e quando acho que já ultrapassei isso, um sonho, um pensamento, uma música, qualquer coisa, a mais simples, me muda a atitude e a forma de estar.
Se calhar o meu mundo intersubjectivo anda um pouco baralhado. Acho que ando a dar os significados errados às coisas e que tenho dificuldade em entender.me por isso acho que não será possível entender os outros.
Mas não posso atribuir à morte toda a culpa das minhas fraquezas. De facto, é por culpa dela, mas eu deveria ser forte o suficiente para passar, não ao lado, mas por cima disto. No verdadeiro sentido da palavra.
Sinto-me angustiada como ela disse hoje. Não sei como é que ela capta essas coisas mas de facto sinto. E por mais que tente explicar porque não encontro explicação possível. Talvez não haja. Talvez esteja só a passar o meu momento de estupidez e a voltar a fase do armário e simplesmente querer estar sozinha. Nunca gostei de dividir espaço apenas comigo mesma, mas ultimamente é o que mais me apetece fazer. Porque mesmo que o divida com alguém continuo a sentir.me como se ele lá não estivesse.
Morro de saudades dele. Mesmo. E dela. Sempre.
Sou uma fraca!
Detesto-me.
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