domingo, 3 de setembro de 2006


Deitei tudo a perder naquele dia. Fechei-me em copas e mandei-te embora. À noite, dormi um sono sobressaltado, cheio de memórias e pensamentos teus. No primeiro dia prevaleceu a certeza da atitude correcta, o pensamento de alguém que se tentava não manter confuso. Os dias passaram…essa certeza foi ficando cada vez menos certa e a dúvida tomou conta de mim. A saudade daquelas palavras bonitas, das sms que me fazem rir desalmadamente durante longos minutos…a carinha de menininha feliz que te derrete todo, desapareceu num piscar de olhos.
Não percebi bem o motivo de tal sentimento mas acho que a partir desse dia me apercebi de como eras importante e como tinhas ocupado um lugar na minha vida….como entraste sem pedir licença mas com toda a subtileza que te é habitual…como eras importante e como eu te tratava de forma ..«Desapropriada». Merecias tanto e eu dava-te tão pouco!
Nesse dia mudei de atitude. Dei-te um novo lugar que ocupaste de imediato, não sem antes te assegurares que ele realmente te pertencia.

Quando voltei, parecia que nada disto tinha acontecido. Fomos exactamente as mesmas pessoas, vivemos os mesmos momentos divertidos, especiais…tantas são as coisas que lhe podia chamar…
Mais tarde, voltou a chegar aquela hora desesperante…aquela certeza que momentos daqueles nao viriam tao cedo...


Hoje, aqui estou eu…a fazer o possível por ver as horas a passar mais rapidamente, tal criança impaciente na hora de abrir os presentes de Natal…
Anseio desesperadamente o momento em que te vou ver pela janela e voar pelas escadas, e esconder-me no teu abraço…meu deus quanto tempo passou desde a última vez que te tive aqui?

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